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Debate sobre memória histórica é legado intocável de “O Agente Secreto”, diz direção de “Operação Condor”

Segundo Cleonildo Cruz e Luiz Gonzaga Belluzzo, resultado do Oscar não altera importância do longa-metragem na compreensão crítica do passado brasileiro e latino-americano

A direção da série de TV Operação Condor divulgou neste domingo (15) uma nota pública parabenizando o cineasta Kleber Mendonça Filho, o ator Wagner Moura e toda a equipe do filme O Agente Secreto pelas indicações ao Oscar. A manifestação foi publicada antes da cerimônia da premiação.

“O reconhecimento internacional alcançado pelo cinema brasileiro reafirma a potência cultural do nosso país e fortalece toda a produção audiovisual comprometida com a memória histórica, a reflexão crítica e a democracia”, afirmaram Cleonildo Cruz e Luiz Gonzaga Belluzzo.

O Agente Secreto, dirigido por Mendonça Filho e protagonizado por Wagner Moura, disputou o Oscar nas categorias de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Direção de Elenco. Após a premiação, que ao fim não concedeu uma estatueta ao longa-metragem, os diretores voltaram a se pronunciar:

“Mesmo sem um Oscar, segue intocável o legado de O Agente Secreto, que já se consagra como uma obra fundamental do cinema brasileiro contemporâneo, capaz de ampliar o debate internacional sobre memória histórica, democracia e os legados das ditaduras na América Latina”, declararam.

Ainda para Cruz e Belluzzo, o filme permanece também como referência cultural: “É vitorioso independentemente do resultado porque reafirma o poder do cinema brasileiro de contar histórias que ajudam a compreender criticamente o nosso passado”, acrescentaram.

Começam as gravações de Operação Condor

Inspirados por esse momento de projeção internacional do audiovisual brasileiro, os diretores de Operação Condor aproveitaram para anunciar o início da fase de produção e filmagens em diversos países da América Latina. 

A série investigará a articulação repressiva das ditaduras militares do Cone Sul conhecida como Operação Condor, responsável por perseguições políticas, prisões ilegais, torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados nas décadas de 1960, 1970 e 1980.

Serão sete episódios independentes e interligados, cada um dedicado a um país ou tema relacionado ao período:

  • Chile – Pablo Neruda
  • Brasil – Memória, Verdade e Justiça
  • Argentina – Explosões de Automóveis
  • Uruguai – Voos da Morte
  • Paraguai – Ossadas de Desaparecidos
  • Bolívia – Desaparecimentos Forçados
  • Peru – Conexão Europa

A proposta é revisitar esse capítulo da história latino-americana a partir de investigações, testemunhos e reconstruções narrativas, ampliando o debate público sobre memória, verdade e justiça no continente.


A série Operação Condor conta com o patrocínio da Petrobras, por meio do Governo Federal, com recursos incentivados pela Lei do Audiovisual/Ancine.

Para saber tudo sobre o projeto, confira a seção especial “Série Operação Condor”, aqui, na Diálogos do Sul Global.

As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

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