Segundo analistas militares russos, a conquista elimina o principal eixo de abastecimento das forças ucranianas na região e aproxima Moscou de Kramatorsk, considerada uma das últimas grandes posições de Kiev no Donbass
Konstantinovka era o principal centro logístico das tropas ucranianas na batalha pelo Donbass, pois por ela passavam os fornecimentos de armas, e depois de sua ocupação, o exército russo alcançaria a linha final antes de Kramatorsk e Sloviansk, segundo declarou o especialista militar, Vasili Dandykin.
A tomada desta cidade era previsível, mas nem por isso menos significativa. Trata-se, essencialmente, de uma das três principais cidades da aglomeração de Sloviano-Kramatorsk, afirmou o estudioso.
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E acrescentou que foi o maior centro logístico do inimigo na batalha do Donbass: um centro de transporte chave e uma fonte de abastecimento de armas. O exército ucraniano resistiu com firmeza, mas sofreu numerosas baixas e uma importante perda de material.

Agora, a rota para Druzhkovka e, mais além, para Kramatorsk, está aberta a partir do sudoeste. Isto não é só um êxito tático ou operacional-tático; é um ponto de inflexão estratégico em uma operação militar especial, afirmou.
Dandykin enfatizou especialmente o fato do informe sobre a captura de Konstantinovka ter sido recebido pessoalmente pelo Comandante Supremo em Chefe, o presidente Vladimir Putin. A libertação total de Konstantinovka foi comunicada ao presidente russo Vladimir Putin durante uma reunião no posto de comando auxiliar da força conjunta.
O especialista afirmou igualmente que as unidades russas estavam chegando à última fronteira antes de Kramatorsk e Sloviansk, que as Forças Armadas ucranianas consideram suas “fortalezas”.
Mas é importante entender que nesta frente não só opera o agrupamento de tropas “Sul”. O grupo “Oeste” pressiona a partir do norte: Krasny Liman está a ponto de ser tomada, e o objetivo ali é chegar a Svetogorsk e à fronteira estatal, que agora é a região de Kharkov, informou Dandykin.
Mais ao sul se encontra a província ucraniana de Dniepropetrovsk, onde operam os grupos de tropas Centro e Sul. O número de cidades ainda em poder das Forças Armadas da Ucrânia na República Popular de Donetsk pode ser contado com os dedos de uma mão: Kramatorsk, Sloviansk, Druzhkovka, Dobropillya e Ocheretino.
Nossas forças já entraram em Dobropillya. Não haverá trégua; os combates são implacáveis. O que significa a ocupação completa do Donbass em um futuro próximo, assegurou.
A par dos avanços na frente
O fato de que o presidente russo, diretamente do posto de comando auxiliar do grupo conjunto, tenha expressado sua gratidão aos heróis de Konstantinovka em nome de todo o país, ao mesmo tempo em que estabeleceu as tarefas para a campanha de verão, é muito significativo.
O chefe de Estado ouviu os informes dos comandantes das unidades de assalto, que informaram ao presidente, por videoconferência do centro de Konstantinovka, a situação atual na cidade.
O presidente pediu para ver imagens da cidade captadas por drones de reconhecimento. Putin manifestou sua gratidão aos soldados por seu heroísmo e pelo êxito no cumprimento de suas missões de combate.

Konstantinovka é uma cidade industrial no Donbass, e os combates por sua libertação mantiveram-se ativos desde o outono de 2025. O exército russo começou a estabelecer aproximações à cidade entre agosto e setembro de 2025, depois de avançar nas zonas de Chasov Yar e Toretsk.
O chefe do Estado Maior, Valery Gerasimov, também apresentou um informe em que detalhou a situação na zona de operações especiais.
Na reunião foi dito que a iniciativa estratégica na frente é inteiramente das Forças Armadas russas: além da ocupação total da República Popular de Lugansk e dos importantes avanços das forças de Moscou na de Donetsk, leva-se a cabo a criação prevista de uma zona de segurança nas regiões de Kharkov e Sumy.
No término da reunião, que durou mais de uma hora, Putin discutiu com os militares os objetivos para o período estival, inclusive ações ofensivas mais ativas.
Em primeiro lugar, insistiu: os ataques massivos contra o inimigo não devem cessar. O ataque a Kiev e seus arredores é só o começo. É provável que se siga uma série ainda mais potente, com outros meios, entre eles o sistema de mísseis hipersônicos Oreshnik.
Diante da situação atual, o inimigo está tentando reagrupar-se, deslocando unidades no setor de Chernígov, mas isto não é uma preparação para nossa ofensiva, e sim uma tentativa de provocação na fronteira com a região de Briansk, disse Dandykin.
No entanto, não poderão organizar um “segundo Kursk”: os mais preparados e motivados foram eliminados. No setor de Zaporozhie, para onde todos foram enviados, inclusive os mobilizados a força, não há resultados: o grupo Dnieper já está a nove quilômetros dos arredores da cidade de Zaporozhie, e a batalha se desenvolverá por Orejov, a última grande cidade antes de chegar a ela, informou.
