Estabelecida no Irã pelo Imam Khomeini há 47 anos, a data expressa apoio ao povo palestino e opõe-se ao controle israelense sobre Jerusalém, a capital da Palestina Ocupada
O Dia Internacional de Al-Quds — Jerusalém, a capital da Palestina Ocupada — é comemorado na última sexta-feira do mês sagrado do Ramadã como um apelo à unidade (Ummah) Islâmica na defesa da justiça. Neste ano, a celebração aconteceu na última sexta-feira, 13 de março.
A data comemorativa foi estabelecida em 1979 pelo Imam Khomeini (Que Deus santifique sua alma) para expressar apoio ao povo palestino e opor-se ao controle israelense sobre Jerusalém, a capital da Palestina Ocupada.
Todos os anos, em todo o mundo, são organizados protestos, marchas e atos solenes pela Palestina como marco emblemático de resistência e bússola universal na defesa dos direitos humanos e soberania do povo palestino.
Na sexta-feira (13), mesmo sob bombas e intensos ataques, o povo iraniano — lado a lado com suas lideranças — esteve nas ruas demonstrando sua capacidade e competência inabalável na linha de frente em solidariedade aos povos oprimidos e apoio às forças de resistência, da Palestina ao Líbano, à Síria, ao Iêmen e ao Iraque.
Em Jerusalém, foram fechadas pelas autoridades de ocupação israelenses a Mesquita de Al-Aqsa e, em Al Khalili (Hebron), a Mesquita de Ibrahimi, pela primeira vez na história, intensificando ações militares e impedindo que dezenas de milhares de fiéis realizassem as orações noturnas nos últimos dez dias do mês do Ramadã. Essas medidas representam uma clara violação da liberdade de culto, histórica e legal, dos locais sagrados islâmicos.
No Dia Internacional de Al-Quds, fazemos um apelo às instituições internacionais e de direitos humanos para que intervenham urgentemente para pôr fim a essas violações.
Agradecemos à Associação Religiosa Beneficente Islâmica do Brasil (ARBIB) que, desde sua fundação em 1980, realiza esta celebração providencial por este apelo à Ummah Islâmica e à unidade dos povos árabes “pelo direito e pela justiça”.
Estamos com orgulho reafirmando, mais uma vez, que herdamos a luta, a coragem e a resiliência de nossos heroicos mártires, lembrando aos árabes e muçulmanos que, enquanto os símbolos sagrados da Ummah Islâmica e das sacralidades cristãs estiverem sob o controle dos inimigos, não haverá dignidade nem futuro.
Enviamos nossas orações a todos(as) que se opuseram ao genocídio e massacres cometidos pelo regime sionista e se posicionaram do lado certo da história.
InshAllah, venceremos!
As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

