Cultura

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Gaza, Caracas, Florianópolis: quando o Direito cede à “lei do mais forte”

A ideia de que a vida em sociedade é regulada por leis justas e universais constitui um dos pressupostos centrais do Estado moderno. Contudo, a normatividade jurídica frequentemente cede lugar à força como princípio real de organização das relações humanas. Essa contradição pode ser sintetizada na noção de “lei do mais forte” e se manifesta […]

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Por que símbolos têm mais força que projetos na política? Freud e Campbell explicam

Seja por meio da transferência de emoções ou da encenação heroica típica de epopeias, os símbolos produzem significados, penetram o inconsciente e, sobretudo, criam afeto e pertencimento Em campanhas políticas, raramente vence quem apresenta apenas os melhores dados ou os planos mais bem estruturados. Ganha quem consegue tocar zonas profundas da psique coletiva. Bandeiras, cores,

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EUA: na música e na poesia, a cultura reafirma sua força contra o fascismo

Artistas, escritores e músicos transformam indignação em linguagem pública, denunciando a escalada fascista do regime de Donald Trump São versos contemporâneos e histórias de lutas e resistência; são expressões de ira, condenação e dignidade na música, nos cartazes e no resgate de literatura, discursos e declarações de décadas e até séculos atrás que, de repente,

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Mohammad Bakri e a ousadia de fazer do cinema uma arma contra a narrativa sionista

Conceder às vítimas o direito à palavra: por esse “crime”, Mohammad Bakri foi perseguido judicialmente e alvo de pressão política e midiática; ainda assim, não recuou A morte do artista e cineasta palestino Mohammad Bakri, em 24 de dezembro último, não foi um acontecimento passageiro no cenário cultural palestino, mas uma perda dolorosa de uma

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Educar para a barbárie: o cachorro Orelha e as hierarquias que matam

A impunidade não nasce no tribunal. Ela é ensaiada no jantar de família — muito antes do crime, do boletim de ocorrência ou da perícia. Começa quando pais e responsáveis ensinam, cotidianamente, que regras são negociáveis quando se tem poder suficiente para dobrá-las. Por exemplo, pressionar professores para aprovar um filho despreparado é uma aula

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Do “Aqui é Jerusalém” (1936) ao genocídio televisionado, a mídia palestina resiste

No rádio, na TV ou no digital, a transmissão a partir de Gaza pode ser interrompida, mas a voz palestina provou e segue provando, há 90 anos, que não pode ser apagada Na história palestina, a mídia não é medida pelo número de emissoras nem pela potência do sinal, mas pelo momento da primeira fala,

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O rio tem voz: como Brasil e Nova Zelândia transformaram natureza em sujeito de direitos

Um novo paradigma legal e cultural ganha força globalmente e desafia a visão tradicional da natureza como um mero recurso a ser explorado. Em dois pontos opostos do planeta — a Amazônia brasileira e as ilhas isoladas da Nova Zelândia —, surgem experiências pioneiras que tratam os ecossistemas não como propriedade, mas como entidades vivas, portadoras de

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Donny, o Rei do Mapa-Múndi

O sol da tarde entrava a fatias pela janela, desenhando retângulos de luz quente no tapete azul-marinho do quarto. Naquele campo iluminado, um menino se entretinha com seu quebra-cabeças em forma de mapa-múndi. As peças se espalhavam no chão do amplo quarto. No centro, a América do Norte perfeitamente encaixada. Sentado com as pernas cruzadas,

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A tarefa histórica de imaginar outros mundos: a utopia segundo Thomas More e Darcy Ribeiro

A utopia, como ideia-força da imaginação humana, nunca foi apenas uma fantasia projetada sobre o impossível. Desde sua origem, ela opera como método de crítica, mecanismo de diagnóstico e impulso de esperança, funcionando como uma lente que ilumina as fissuras da realidade e sugere caminhos para superá-las. Nesse horizonte, Thomas More e Darcy Ribeiro, separados

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Refletir, libertar, oprimir: o cinema como arena de disputa por sentidos

Agora que o Brasil vê sua produção cinematográfica prestigiada interna e externamente, com premiações importantes como mereceram Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, e Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa, convém refletir sobre a importância cultural da “sétima arte”. Longe de ser um lugar comum, a expressão, criada nos primórdios do

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