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Aliado do ocidente, Marrocos usa chantagem, repressão e ocupação para impor poder na África Diálogos do Sul Global

Rabat usa controle migratório, tráfico tolerado, cooperação militar e perseguição ao povo saarauí para se vender como aliado do Ocidente enquanto sustenta a ocupação do Saara Ocidental

O estimado vizinho da Espanha (Marrocos), onde muitos políticos, famosos e empresários passam as férias de verão e possuem luxuosas mansões, iates e carros de luxo para desfrutar das férias e celebrar aniversários, é um país que ocupa o Saara Ocidental desde 1975, tem pretensões sobre o sul da Argélia, o norte do Mali e a Mauritânia, reivindica Ceuta e Melilla e pretende anexar as Ilhas Canárias.

Marrocos cria agência para regular cultivo de cannabis -
Marrocos é o maior exportador de cannabis do mundo – Flickr

Marrocos é o maior exportador de cannabis do mundo. Essa atividade ilegal representa 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, com 114 milhões de dirhams por ano.

Sessenta e cinco por cento do haxixe apreendido pelas autoridades em todo o mundo provêm de Marrocos.

O país possui 57 mil hectares dedicados ao cultivo de haxixe, a maioria nas montanhas do Rif e, mais especificamente, na vila de Issaguen, tradicionalmente conhecida como Ketama.

O estimado vizinho da Espanha é o maior exportador de terroristas do mundo. Recordemos o que disse Hassan II: “Se a Europa não nos deixar exportar nossos tomates, exportaremos terroristas”. É isso o que está acontecendo.

Em Marrocos existem 560 estruturas terroristas. Foram detidos 2.676 terroristas, de um total estimado de 11 mil jihadistas marroquinos que o país tem lutando no Iraque, na Síria e no Iêmen.

Sabe-se que a maioria dos terroristas que cometeram atentados na Europa era formada por marroquinos de segunda ou terceira geração residentes em países europeus.

Cabe destacar que Marrocos nunca foi atingido pelo Estado Islâmico (ISIS), que já atacou a vizinha Argélia com o sequestro e assassinato de um refém francês; a Tunísia, com o ataque ao Museu do Bardo e a um complexo turístico; e a Líbia, que caminha para se tornar um Estado falido.

Segundo um relatório recente encomendado pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), Marrocos é um dos maiores exportadores de combatentes estrangeiros — ao lado da Tunísia, da França e da Rússia — para alimentar o extremismo de grupos terroristas como o ISIS, a Jabhat al-Nusra e o Harakat Sham al Islam. Dos 35 mil jovens jihadistas, 11 mil são marroquinos.

Após “alerta vermelho” do Marrocos, PF detém em Guarulhos militante saarauí vítima de perseguição

Marrocos é o principal foco exportador de imigrantes para a Europa. Atualmente, nesse país vizinho vivem 88.511 imigrantes aguardando a oportunidade de chegar à Europa por meio da Espanha.

Nos últimos dez anos, passaram por Marrocos 283.571 imigrantes. É evidente que esse é outro elemento, assim como o terrorismo e o cannabis, utilizado pelo Majzén como instrumento de pressão sobre a Espanha.

Marrocos é um Estado criminoso que viola constantemente os direitos humanos nos territórios ocupados do Saara Ocidental. Continua reprimindo as manifestações pacíficas da população saaraui, processando e impondo restrições a ativistas saarauis que reivindicam a autodeterminação, e segue interrogando defensores dos direitos humanos em seu retorno do exterior, submetendo-os a maus-tratos, insultos e detenções.

A Anistia Internacional, a Organization for Statehood & Freedom e a Human Rights Watch são organizações que apresentaram relatórios sobre os julgamentos de Gdeim Izik, sobre as contínuas violações dos direitos humanos e sobre o fato de o território saaraui permanecer fechado à imprensa e aos observadores internacionais.

Marrocos continua transformando o Saara Ocidental em um território do silêncio, com a cumplicidade dos “meios de comunicação” controlados pelos “amigos e vizinhos”.

As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

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