Bolívia, Chile, Argentina, Equador e Peru criam grupo de trabalho para coordenar segurança, inteligência e controle de fronteiras contra o crime organizado transnacional
Sob a sombra das pressões do governo Donald Trump por maior controle das fronteiras e combate ao crime transnacional, os governos da Bolívia, Chile, Argentina, Equador e Peru concordaram, no dia 28 de maio, em desenhar uma estratégia conjunta para enfrentar o crime organizado, por meio de um mecanismo de coordenação em segurança, inteligência e controle fronteiriço, entre outros temas.
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Isso ocorreu durante uma reunião nesta capital entre os chanceleres e autoridades de segurança e defesa desses países, ao término da qual assinaram uma declaração intitulada “Compromisso Regional de Santiago contra a Delinquência Organizada Transnacional”.
A declaração, divulgada pela Chancelaria chilena, afirma que foi acordado “conformar um Grupo de Trabalho integrado pelas entidades competentes de cada país, com o mandato de elaborar um Plano de Ação Conjunto para enfrentar a delinquência organizada transnacional e implementar ações concretas com resultados mensuráveis e verificáveis, de acordo com a legislação nacional e internacional aplicável, e em conformidade com as competências, recursos e marcos institucionais de cada Estado participante”.
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O impulso, acrescenta o documento, sustenta-se no reconhecimento de que “a delinquência organizada transnacional consolidou-se como uma das principais ameaças à governança, ao bem-estar e à estabilidade de nossas sociedades, afetando gravemente a segurança das pessoas, enfraquecendo as instituições, comprometendo as condições adequadas para o desenvolvimento humano e erodindo a qualidade da democracia”.
As autoridades assinalaram que o crime organizado não respeita fronteiras, tira proveito de normas e fragilidades institucionais e utiliza ferramentas tecnológicas, plataformas virtuais, sistemas financeiros e redes logísticas, o que obriga à coordenação e articulação entre os países.
O Grupo de Trabalho funcionará como uma instância de coordenação técnico-operativa, com liderança rotativa, e sua instalação e primeira reunião deverão ser realizadas dentro dos 90 dias seguintes.
As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

