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Rede pela Soberania acusa Trump de “genocídio” no Irã e propõe que MPF ajude na investigação

Para o presidente da Rede, Sylvio Costa, é preciso impedir a entrada no Brasil de qualquer autoridade dos EUA vinculada a “crimes de guerra e crimes contra a Humanidade, e que se faça cumprir a legislação da qual o país é signatário”

A Rede pela Soberania deu entrada nesta terça-feira (31), no Ministério Público Federal (MPF), em notícia-crime para que as autoridades brasileiras investiguem a responsabilidade penal do “mandatário Donald John Trump” pelo ataque das Forças Armadas dos Estados Unidos contra uma escola no Irã, entre 28 de fevereiro e 1º de março de 2026, que resultou na morte de 175 crianças e 14 professores.

Para o presidente da Rede, Sylvio Costa, diante de fatos de tamanha relevância e amplamente conhecidos, é preciso impedir a entrada no Brasil de Trump e de qualquer autoridade estadunidense vinculada a “genocídio, crimes de guerra e crimes contra a Humanidade”. O objetivo, ressaltou, “é que se faça cumprir a legislação da qual o país é signatário”, que prevê a punição diante do terrorismo de Estado praticado. “Trump, aliás, já tem uma esteira de crimes cometidos”, acrescentou.

Conforme o documento protocolado no MPF, redigido pelo advogado Joaquim Pedro de Medeiros Rodrigues, a investigação solicitada, “em face do governo central dos Estados Unidos da América, incluindo o atual mandatário Donald John Trump”, encontra amparo no tratado de Roma, que versa sobre crimes contra a humanidade, e no Código Penal brasileiro. Sendo assim, estrangeiros que cometem este tipo de atrocidades “devem ser proibidos de entrar em nosso país, ficando sujeitos à prisão”.

“Ataque generalizado com o propósito de praticar extermínio”

De fato, aponta a Rede pela Soberania, o bombardeio deliberado contra a escola iraniana configura “ataque à população civil” em “quadro de um ataque, generalizado ou sistemático” com o propósito de praticar “homicídio”, “extermínio”, “perseguição de um grupo ou coletividade que possa ser identificado, por motivos políticos, raciais, nacionais, étnicos, culturais, religiosos ou de gênero” e “outros atos desumanos de caráter semelhante, que causem intencionalmente grande sofrimento, ou afetem gravemente a integridade física ou a saúde física ou mental”. Além disso, configura intenção de “destruir, no todo ou em parte, grupo nacional, étnico, racial ou religioso”, “matar membros do grupo”, “causar lesão grave à integridade física ou mental de membros do grupo” e “submeter intencionalmente o grupo a condições de existência capazes de ocasionar-lhe a destruição física total ou parcial”.

“Já há nos EUA uma solicitação inicial indicando a culpa do governo norte-americano e o Brasil não pode ficar de fora do debate e [deixar de] aplicar nossa legislação penal”, assinalou Rodrigues, defendendo que o MPF contribua para que as autoridades envolvidas sejam “devidamente apuradas e punidas”.

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Retratos de crianças assassinadas no ataque à escola iraniana na cidade de Minab, em 28 de fevereiro de 2026. (Foto: Ahmad Belbasi – Fars News / PressTV – Telegram)
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Advogado Joaquim Rodrigues e o presidente da Rede, Sylvio Costa, em frente ao Ministério Público Federal. (Foto: Reprodução)

“Soberania nacional é princípio inegociável. É a capacidade da nação de tomar decisões de modo livre e autônomo, sem submissão a interesses externos. É a base de nossa identidade e a única garantia de que as decisões sobre nosso futuro serão tomadas por e para o povo brasileiro”, assinala a Rede, composta por mais de 70 entidades como a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) do Paraná e a Frente Nacional dos Frentistas.

Para a Rede, “o futuro de nossa nação depende da coragem e da união em defesa de um Brasil onde a dignidade seja o principal valor, a justiça o pilar fundamental e a soberania, nossa maior força”.

As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

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