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CoLÔmbia: Governo Petro tira 3 milhões da pobreza, amplia reforma agrária e derruba desemprego para menor nível no País

A poucos meses do fim do mandato, Gustavo Petro acumula redução da pobreza, aumento real dos salários, queda do desemprego, reforma agrária de 2,5 milhões de hectares e diminuição da dívida externa.

Se um indicador caracterizou o governo do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, foi a redução da pobreza: cerca de 3 milhões de colombianos vivem hoje em melhores condições do que há quatro anos.

File:Foto Oficial Presidente Gustavo Petro (52274966005).jpg - Wikimedia  Commons
Foto Oficial Presidente Gustavo Petro – wikimedia

Próximo de deixar seu mandato em 7 de agosto, Petro conseguiu reduzir, desde 2022, a pobreza monetária em 13%; ou seja, 2,2 milhões de pessoas melhoraram sua qualidade de vida.

Outro indicador relacionado à pobreza, desta vez extrema, também foi reduzido de forma ostensiva: um milhão de colombianos contam com comida em suas cozinhas.

Três milhões e 200 mil idosos que não haviam conseguido uma aposentadoria hoje recebem um benefício mensal próximo de US$ 90, cerca de 250 mil pesos.

Os indicadores sociais do governo da Mudança, como o batizou o presidente Petro, são o melhor balanço de uma política social que ele se propôs a implementar quando começou seu mandato, em 2022.

Retirar 800 mil pessoas da insegurança alimentar, garantir água potável a 1,9 milhão de colombianos e instalar rede de esgoto para outros 1,6 milhão de habitantes de povoados e veredas evidencia a melhoria social de muitas comunidades, segundo o Departamento Administrativo Nacional de Estatística (DANE), que concluiu: “contribuiu para que 1,8 milhão de cidadãos saíssem da miséria extrema”.

Após colocar em marcha uma reforma agrária em cumprimento ao acordo de paz de 2016, o governo adquiriu e formalizou 2,5 milhões de hectares para entregá-los a camponeses, afrodescendentes e comunidades indígenas.

“É a melhor reforma agrária feita na Colômbia em um século”, disse recentemente o presidente Petro diante de uma multidão de camponeses.

O consumo dos colombianos hoje é um dos principais motores do crescimento econômico, com média de 2,7% nos últimos três anos. Segundo o DANE, esse comportamento se deve ao aumento do salário mínimo em 23,7% em 2025, mas também a um acumulado de 40% de aumento desde 2023.

Segundo o Centro de Pesquisa Econômica e Política (CEPR), centro de pesquisa independente sediado nos Estados Unidos, os colombianos têm hoje 40% mais poder aquisitivo, ou seja, mais dinheiro em seus bolsos. Para o DANE, esse indicador comprova os avanços sociais e mostra que mais colombianos migraram para a classe média.

Essa redução da pobreza e a migração de mais pessoas para a classe média, na opinião do ministro da Fazenda da Colômbia, Germán Ávila, devem-se ao fato de que, apesar de o salário mínimo ter aumentado 23,7%, o desemprego caiu para 8,8%, o menor índice registrado no que vai transcorrido do século 21.

A Colômbia registra atualmente uma inflação controlada de 5,6%, oito pontos percentuais a menos do que no governo do direitista Iván Duque, que entregou o país com uma taxa acima de 13%.

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Os indicadores macroeconômicos do país são ótimos, de acordo com observadores independentes, que destacam a significativa redução da dívida externa com organismos internacionais de crédito, de 42% para 27%, o que, em termos monetários, significa US$ 10 bilhões a menos em dívidas.

Em conclusão, segundo o CEPR, “a eleição de Petro em 2022 representou uma ruptura clara com os governos conservadores do país, e os resultados econômicos e sociais refletem essa mudança: uma redução drástica da pobreza, uma distribuição de terras sem precedentes nos últimos anos, um aumento do gasto social e um aumento significativo do salário mínimo em termos reais”.

A paz total

Para muitos, esse é o ponto fraco do governo de Gustavo Petro, e questiona-se que a Paz Total nunca teve um objetivo claro ao optar por um modelo mais orientado a pactuar negociações separadas nos territórios onde a violência brutal afeta comunidades camponesas, afrodescendentes e indígenas.

Apesar das críticas, dois processos de paz avançam bem nas negociações, em uma etapa adiantada com Zonas de Localização Temporária no sul do país com a Coordenadora Bolivariana e, no noroeste da Colômbia, com o Clã do Golfo, uma poderosa estrutura narcotraficante que combina suas receitas com a mineração ilegal e é composta por cerca de 8 mil homens.

O próprio presidente Petro reconheceu o fracasso nas negociações com a guerrilha do Exército de Libertação Nacional e as chamadas dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e decidiu autorizar uma perseguição implacável das forças militares contra essas organizações, que denomina “organizações criminosas dedicadas ao narcotráfico”.

Relações internacionais

Nesse campo, considera-se que Gustavo Petro também modificou o paradigma em matéria internacional: rompeu relações com Israel após o genocídio em Gaza, apoiou o processo contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no Tribunal Penal Internacional e, com os Estados Unidos, substituiu a submissão por uma relação de igual para igual, apesar de uma balança comercial favorável a Washington.

Petro não hesitou em classificar a chamada guerra contra o narcotráfico como um fracasso e propôs uma luta contra esse flagelo atacando os chefes da máfia e suas finanças, denunciando-os, e não o camponês cultivador.

Nesse aspecto, Petro espera deixar seu governo tendo erradicado 42 mil hectares, como prometeu ao presidente Donald Trump em sua visita de fevereiro.

Quatro anos, tempo que dura o mandato presidencial, foram o resultado de um governo com ênfase nas soluções sociais para seu povo.

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