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Noboa decreta toque de queda em quatro províncias do Equador após visita de Marco Rubio Diálogos do Sul Global

Medida restringe circulação entre meia-noite e 5h em Guayas, Manabí, Los Ríos e El Oro, enquanto Marinha confirma localização de dez pescadores desaparecidos após operação atribuída a forças estadunidenses no Pacífico

Um dia depois da visita ao Equador do secretário de Estado, Marco Rubio, o presidente Daniel Noboa comandou o Conselho de Segurança Pública e do Estado (Cosepe) no Palácio do Governo e, quase imediatamente, decretou toque de queda, entre 17 e 30 de setembro deste ano, em quatro províncias equatorianas — Guayas, Manabí, Los Ríos e El Oro — consideradas as de maior violência criminal.

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Reprodução: Twitter X

Segundo o ministro do Interior, John Reimberg, a medida ficará a cargo do Bloco de Segurança, integrado pela Polícia Nacional, pelas Forças Armadas e pelos ministérios do Interior e da Defesa, além de “aliados internacionais”, sem mencionar de qual país.

No entanto, nas últimas semanas, os informes sobre operações militares em águas do Pacífico têm sido emitidos pelo Comando Sul estadunidense.

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Noboa escreveu ontem em suas redes sociais: “A nossos inimigos gostariam de nos encontrar distraídos. Vão continuar esperando, e as decisões adotadas pelas instituições do Estado buscam fortalecer uma única missão: ir atrás daqueles que ameaçam o país”.

Durante as duas semanas de toque de queda, fica proibida a circulação de pessoas e veículos entre a meia-noite e as 5 horas da manhã. Segundo Reimberg, a decisão é indispensável para facilitar operações militares e policiais em setores priorizados.

10 pescadores são encontrados com vida

A Marinha equatoriana confirmou que, na noite de anteontem, foram localizados os dez tripulantes do barco pesqueiro Don Rufo, após as operações de busca realizadas depois do bombardeio por parte de forças estadunidenses no Pacífico Oriental. Não foi informado em que ponto do mar eles foram encontrados.

A embarcação foi reportada como interceptada no dia 8 de setembro por forças do Pentágono, a cerca de 527 quilômetros da costa, mas não se conhecia o paradeiro dos dez pescadores. Seus familiares protestaram na Capitania de Manta, exigindo sua localização, pois davam como certo que haviam sido capturados por militares do Comando Sul.

Segundo o boletim da instituição naval, os dez pescadores foram recebidos a bordo do navio BAE Atahualpa e trasladados ontem para Manta, para os procedimentos perante as autoridades judiciais, sem mencionar se existem provas que os vinculem ao grupo criminoso Los Lobos, como afirmaram os comunicados do Comando Sul.

Na madrugada de ontem, a juíza de San Cristóbal, nas Galápagos, Yhelenna Loján, ordenou a libertação imediata de 28 tripulantes dos barcos pesqueiros Montecristi e Don Rufo — destruídos por forças estadunidenses — ao considerar que não existiam elementos suficientes para iniciar uma instrução fiscal por associação ilícita.

Não foram formuladas acusações, e o processo permaneceu em investigação preliminar. A decisão não equivale a uma declaração definitiva de inocência.

As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

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