palestina:-o-que-significa-a-reeleicao-de-lula-no-brasil-para-o-povo-palestino?

Palestina: O que significa a reeleição de Lula no Brasil para o povo palestino?

Andressa Oliveira Soares defende o fim das exportações brasileiras de petróleo para Israel, dos contratos militares e do acordo de livre-comércio, além da interrupção das importações de agrotóxicos e dos vínculos acadêmicos, esportivos e culturais

Declarações de Andressa Oliveira Soares, coordenadora adjunta de políticas para a América Latina do Comitê Nacional Palestino do movimento BDS (boicote, desinvestimento e sanções):

“A reeleição de Lula no Brasil representa uma pequena gota de esperança para a Palestina e para quem acredita na justiça social e nos direitos humanos na América Latina e além. O povo brasileiro rejeitou contundentemente a extrema-direita, que, em toda a América Latina, tem avançado para fortalecer sua aliança com o Israel genocida.

O Brasil frustrou os planos imperialistas dos Estados Unidos na região. Agora, o Brasil deve colocar seu peso geopolítico e econômico a serviço da defesa do direito internacional. Esta vitória deve se traduzir em ações decisivas em apoio ao direito internacional e em defesa dos povos oprimidos, da Palestina ao Brasil”.

“Os governos anteriores de Lula foram favoráveis ao reconhecimento de alguns direitos do povo palestino e se manifestaram contra o genocídio. No entanto, ainda não deram passos concretos para impor sanções legais efetivas a Israel, conforme estabelecido pela Corte Internacional de Justiça”.

“Devemos trabalhar para garantir que o Brasil, agora no quarto mandato de um governo que expressou seu apoio aos direitos palestinos, finalmente passe das palavras à ação.

Isso significa romper os vínculos energéticos e econômicos com o sistema de opressão israelense: garantir que não haja exportação de petróleo, pôr fim definitivo a todos os contratos militares que o Brasil mantém atualmente com o Israel genocida, cancelar o acordo de livre-comércio com Israel e interromper todas as importações de agrotóxicos, além de romper os vínculos acadêmicos, esportivos e culturais”.

As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *