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O marxismo de Acosta Saignes, Jornalista, professor, editor, antropólogo e historiador, foi fundador do Partido Comunista da Venezuela Diálogos do Sul Global

Vida e práxis política

Nascido no estado de Aragua, filho de Miguel Acosta Delgado e da francesa Adela Saignes Roulac, Miguel Segundo Acosta Saignes mudou-se cedo para o estado de Miranda, onde passou a infância e iniciou seus estudos. Em 1922, aos 14 anos, foi morar na capital, Caracas, onde cursou o ensino médio.

Sua juventude foi marcada por diversos acontecimentos sociais e políticos nacionais que influenciaram sua trajetória: as lutas contra a ditadura de Juan Vicente Gómez (1908-1935); o aparecimento de epidemias que dizimaram a população; o surgimento dos primeiros movimentos migratórios do campo para as cidades; a oscilação dos preços do café, então o principal produto de exportação; e a descoberta dos primeiros poços de petróleo e a concessão sem controle dos contratos de exploração a empresas estrangeiras, entre outros.

Nesse cenário político e econômico conturbado, Acosta iniciou seus estudos superiores. Em 1928, ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade Central da Venezuela, onde se envolveu nas lutas contra a repressão e o regime autoritário do general Juan Vicente Gómez. Foi preso por participar das manifestações contra a ditadura e das comemorações da Semana do Estudante.

Junto de outros estudantes — que faziam parte da chamada Geração de 1928 —, foi levado a La Rotunda, prisão conhecida pelas torturas, envenenamentos e condições desumanas impostas aos presos políticos.

Pouco tempo depois, foi transferido para Las Colonias, no estado de Miranda, e, em abril de 1929, ficou preso no Castillo de Puerto Cabello, em uma base naval. Durante seu cativeiro no Castillo, Miguel Acosta conheceu o poeta José Pío Tamayo, pioneiro do marxismo venezuelano, que em Havana participou do coletivo que fundaria o primeiro Partido Comunista de Cuba.

Ali, Acosta recebeu as primeiras lições de formação política revolucionária, entrou em contato com a filosofia marxista e refletiu sobre a história e os problemas nacionais. No final de 1929, ele e seus companheiros de luta foram libertados; alguns optaram por continuar suas vidas no exílio, enquanto Acosta decidiu permanecer no país.

Dois anos depois, junto de outros jovens camaradas que participaram do coletivo de formação política Carpa Roja — coordenado por Pío Tamayo durante os anos de cárcere —, Acosta organizou a fundação do Partido Comunista da Venezuela (PCV). Também em 1931, casou-se com sua prima María Teresa.

Após o período de prisão, Acosta exerceu a docência como professor de matemática e psicologia. Para complementar sua renda, trabalhou ainda como linotipista, jornalista esportivo e revisor, entre outras atividades. Em 1933, ingressou no curso de Direito da Universidade Central da Venezuela.

Em sua incursão no jornalismo, tornou-se colunista dos jornais El Heraldo, La Voz del Estudiante, Últimas Noticias e El Nacional; e fundou dois periódicos: La Gaceta de América (1935), com Inocente Palacios; e La Victoria (1936), ao lado de Juan Morales Lara e Alejandro Alfonso Larraín. Além disso, atuou como diretor do jornal El Popular (1936), que defendia pautas como a reforma agrária, a criação de impostos mais altos e progressivos para as empresas petroleiras, a formação de uma refinaria estatal e o direito ao voto para jovens maiores de 18 anos.

Durante a década de 1930, o pensador venezuelano envolveu-se também na formação e organização de numerosos agrupamentos estudantis e sindicatos no interior do país. Sua atividade política foi intensa nesse período: participou do I Congresso de Trabalhadores da Venezuela, que fundou a Confederação Venezuelana do Trabalho (CVT); integrou a direção da Federação de Estudantes da Venezuela (FEV) e participou, em 1936, como delegado da FEV, do primeiro congresso de estudantes socialistas da América Latina, realizado no México.

Ainda em 1936, exerceu papel central na criação do Partido Republicano Progresista (PRP). De orientação marxista-leninista, o PRP funcionou como “fachada legal” da militância comunista venezuelana, pois a Constituição vigente à época considerava traidores todos aqueles vinculados a partidos de doutrina comunista ou anarquista. No mesmo ano, com a chegada ao poder de Eleazar López Contreras, Acosta e outros 47 companheiros militantes do PRP passaram a ser considerados ameaças ao regime político e foram expulsos do país.

Após permanecer alguns meses na clandestinidade realizando trabalho político e organizativo, em janeiro de 1938 viajou ao México, onde permaneceu exilado durante nove anos. Naquele momento, o país era considerado uma referência para a juventude rebelde, militante e estudiosa do continente americano.

As grandes transformações sociais, econômicas e políticas introduzidas por Lázaro Cárdenas (1934-1940), em favor dos trabalhadores, indígenas e camponeses, eram vistas como exemplo e inspiravam as reflexões e lutas dos exilados venezuelanos e de seus colegas latino-americanos.

Com o intuito de aprofundar os estudos sobre a questão agrária, na qual vinha trabalhando desde o período na clandestinidade, matriculou-se inicialmente no curso de Economia — que depois trocou pelo curso de Antropologia e História — na Escola Nacional de Antropologia.

Também em 1938, publicou seu primeiro livro, Latifundio: el problema agrario en Venezuela, e, três anos depois, Petróleo en México y Venezuela (1941). Nesse período, assistiu a aulas com professores mexicanos e estrangeiros que eram referências do pensamento antropológico da época: Alfonso Caso, Daniel Rubín de la Borbolla, Pablo Martínez del Río, Manuel Maldonado Kerdell, Miguel Othón de Mendizábal, Paul Rivet, Alfred Métraux, Juan Comas e Paul Kirchhoff. Foi justamente com Kirchhoff, antropólogo marxista alemão expulso pelo regime nazista e exilado no México, que aprofundou a leitura crítica das obras de Marx, Engels e Lewis Morgan.

Contribuições ao marxismo

Acosta via o marxismo como uma visão de mundo que lhe permitia revelar os segredos da sociedade capitalista ocidental — sobretudo por meio da crítica da economia política. Segundo o pensador, o materialismo histórico era um instrumento teórico importante não apenas para a crítica, mas, fundamentalmente, para a transformação social.

Em seus textos e em sala de aula, chamava a atenção de leitores e alunos para os problemas e contradições de seu país e das sociedades capitalistas em geral. Também acreditava que a produção de conhecimento acadêmico e a luta política, que deveriam contribuir para a libertação dos povos oprimidos, precisavam ser desenvolvidas de maneira simultânea. Isto é, sua compreensão do marxismo era ampla, incluindo pensamento e luta social, teoria e prática.

Tal perspectiva, bem como sua compreensão do processo histórico venezuelano, foram influenciadas pelos acontecimentos e debates políticos nacionais e internacionais que marcaram sua juventude.

Após a morte de Juan Vicente Gómez (1935), a Venezuela experimentava mudanças econômicas, sociais e políticas que, somadas à penetração das modernas teorias sociais e ao impacto político e ideológico da Revolução Russa, criaram as condições para o surgimento de novas interpretações sobre o passado e o presente do país. Inicia-se, assim, uma nova etapa, protagonizada pela Geração de 1928, que rompe com as ideias políticas do século 19 e inaugura um período em que pesquisas e reflexões utilizam o marxismo como ferramenta de análise, configurando uma visão distinta sobre o processo histórico e social venezuelano.

Um dos trabalhos que marcam essa nova etapa da historiografia venezuelana é Latifundio: el problema agrario en Venezuela, publicado em 1938 e considerado o primeiro estudo a analisar a questão agrária incorporando o materialismo histórico. Nessa obra, inspirada em ideias de Marx, Engels e também de Mariátegui, o marxista venezuelano explora a relação entre as classes sociais e a terra e oferece uma explicação materialista para o processo histórico de desapropriação e concentração fundiária, que permanecia intacto após a independência.

Na sua avaliação, o latifúndio impedia o progresso econômico e intelectual do povo e o funcionamento da democracia. Desse modo, Acosta defendia a necessidade de romper com o que entendia como “herança feudal” que marcava a estrutura agrária venezuelana e colocar em marcha uma proposta revolucionária que garantisse justiça no campo, reforma agrária, independência econômica e funcionamento democrático. Seu trabalho tornou-se um ponto de partida e influenciou pesquisas e reflexões posteriores.

Além do problema agrário, o autor também se interessou pela questão da exploração do petróleo — a cargo de companhias estrangeiras — e sua relação com o latifúndio, tema de Petróleo en México y Venezuela (1941). Suas reflexões sobre as interfaces entre terra, latifúndio, petróleo e imperialismo não apenas foram importantes para desvelar e compreender os problemas e contradições de sua sociedade, como também contribuíram para elaborar e fundamentar as propostas de transformação defendidas pela esquerda venezuelana.

Tais transformações incluíam a reforma agrária, a modernização do campo, a industrialização do país e o controle da indústria petroleira pelo Estado, e começariam a se tornar realidade décadas depois.

A esses estudos iniciais, que lançaram luz sobre a contradição fundamental entre imperialismo e nacionalismo e contribuíram para consolidar as bases de um projeto nacional de caráter antifeudal e anti-imperialista, somaram-se posteriormente trabalhos sobre as sociedades originárias, os negros escravizados e seus descendentes, os camponeses, as comunidades tradicionais e o povo venezuelano.

O marxismo de John Reed, Jornalista, escritor e militante socialista

Nesses escritos, elaborados a partir de uma perspectiva dialética, o autor valoriza a história, a cultura e as lutas dos oprimidos e questiona os historiadores oficiais das décadas de 1950 e 1960, especialmente Arturo Uslar Pietri e Mario Briceño Iragorry, que defendiam a tese de que a Venezuela era fruto da colonização europeia, relegando as contribuições indígenas e africanas a um papel secundário.

Nesse sentido, Acosta amplia o marxismo e propõe uma visão que critica e rompe com o eurocentrismo predominante à época, formulando uma teoria crítica marxista própria para tratar dos problemas venezuelanos.

É nesse percurso intelectual que o antropólogo reflete também sobre as questões da “nação” e da “identidade nacional”. Confrontando dialeticamente aspectos econômicos e culturais, o autor entende a nação como um produto histórico surgido de diversos processos combinados, dos quais participaram diferentes grupos sociais. Desse conjunto de questões emerge seu interesse em estudar as contribuições culturais e materiais dos europeus, dos povos indígenas e dos africanos escravizados e seus descendentes.

O autor também elabora um conceito de identidade que traz para o primeiro plano a dimensão da consciência da sociedade e dos indivíduos em determinado tempo histórico. A identidade, afirmou, é “a consciência que tem a sociedade e os indivíduos de sua participação no crescimento histórico”; isto é, está relacionada às capacidades, possibilidades e impulsos que a sociedade possui para projetar seus conhecimentos, convicções e consciência histórica no presente e no futuro. Desse modo, acreditava que o povo deveria apropriar-se de sua história e construir uma identidade para acessar conscientemente a escolha legítima de seu destino histórico.

A ideia e a necessidade de transformação social como premissa fundamental da atividade militante orientaram o pensamento e a prática política de Acosta no conturbado e dinâmico contexto venezuelano. Sua atividade acadêmica e intelectual ocorreu paralelamente a seu trabalho de conscientização e organização política. Influenciou e organizou associações operárias e ligas camponesas. Participou ativamente de debates nacionais em defesa da soberania nacional. Levou ainda suas reflexões e propostas ao Congresso Nacional. Acreditou e lutou pela unidade dos movimentos progressistas, anti-imperialistas e dos povos oprimidos contra a força saqueadora do grande capital internacional.

Comentário sobre a obra

A obra do antropólogo e historiador venezuelano foi profícua e diversa. Ao longo da vida, escreveu numerosos artigos jornalísticos e ensaios científicos, além de cerca de vinte livros. Seus escritos abordam diversos assuntos nacionais e temas abrangentes, que vão da questão agrária à formação da identidade, passando pela etnologia, pelo folclore, pelos estudos sobre afro-americanos e indígenas e pela vida e o pensamento do libertador Simón Bolívar.

O primeiro ensaio de Miguel Acosta Saignes, intitulado Latifundio: el problema agrario en Venezuela (Cidade do México: Editorial Popular, 1938), apresenta uma visão crítica e histórica da questão agrária. Embora publicado inicialmente no México, o livro circulou também na Venezuela e em outros países americanos de maneira clandestina.

É considerado a primeira obra venezuelana a abordar o problema agrário utilizando o materialismo histórico. Acosta atribui aí um papel fundamental às relações econômicas e à luta de classes — questões que viriam a marcar seus trabalhos posteriores. O ensaio — que aborda temas centrais como a “terra”, o “latifúndio”, a “reforma agrária”, a “exploração dos camponeses” e o “imperialismo” — transformou-se, segundo o autor, não apenas em uma leitura política, mas também em uma “base ideológica para trabalhar com os camponeses”.

Após a publicação dessa obra, o marxista concentrou-se na escrita de Petróleo en México y Venezuela (Cidade do México: Editorial Popular, 1941), em que examinou as estreitas relações entre o latifúndio e a exploração de petróleo por empresas estrangeiras.

Pouco depois, publicou El comercio de los Aztecas (Cidade do México: ENAH, 1945). Essa monografia, juntamente com os artigos “Los pochteca: ubicación de los mercaderes en la estructura social tenochca” (Acta Anthropológica, Cidade do México, jun. 1945), “Los teopixque” (Revista Mexicana de Estudios Antropológicos, Cidade do México, 1946) e “Migraciones de los mexica” (Memorias de la Academia Mexicana de la Historia [série Tlatelolco a través de los tiempos], v. VII, Cidade do México, 1946), aborda o papel dos comerciantes e sacerdotes na organização social asteca.

No ano seguinte, publicou Los caribes en la costa venezolana (Cidade do México: ENAH, 1946), obra com a qual iniciou suas investigações sobre a Venezuela no âmbito da chamada área Circum-Caribe.

De volta a seu país, Acosta dedicou-se a documentar e fotografar — principalmente entre 1946 e 1960 — o cotidiano e os traços mais expressivos da identidade venezuelana, vindo a ser reconhecido como o fotógrafo da “venezolanidade”.

Publicou também estudos sobre temas variados, entre os quais se destacam: Tema de pedagogía (Caracas: Ávila Gráfica, 1951); Zona Circuncaribe: período indígena (Cidade do México: Instituto Panamericano de Geografía e Historia, 1953); Estudios de etnología antigua de Venezuela (Caracas: Universidade Central da Venezuela, 1954); Alejandro de Humboldt (Caracas: Fundación Mendoza, 1955); La vivienda rural en Trujillo (Caracas: Editorial Sucre, 1955); Cerámica de la Luna en los Andes venezolanos (Caracas: Universidade de Los Andes, 1957); Historia de los portugueses en Venezuela (Caracas: Universidade Central da Venezuela, 1959); e Estudios de folklore venezolano (Caracas: Universidade Central da Venezuela, 1962).

Em 1967, publicou ainda sua tese de doutorado, Vida de los esclavos negros en Venezuela (Caracas: Editorial Hespérides, 1967), seu primeiro trabalho sobre os africanos e a escravidão na Venezuela. A obra, considerada uma de suas principais contribuições, é também uma das mais importantes da antropologia histórica venezuelana.

Trata-se de um estudo que reconstrói, a partir de fontes históricas, os modos de vida e trabalho dos negros escravizados e a dinâmica social de classes do período colonial. Ao longo de quinze capítulos, o autor apresenta uma análise crítica, totalizante e interdisciplinar do fenômeno da escravidão, incluindo aspectos como a geografia escravista, a demografia, a vida econômica, a organização social e as manifestações culturais, entre outros.

A partir dos anos 1970, aprofundou-se no tema da escravidão, sobre o qual escreveu Las ideas de los esclavos negros en América (Caracas: Universidade Santa María, 1986) e o ensaio “Esclavitud de los africanos en América”, capítulo de Historia General de América Hispanoamericana (tomo VI — Período Colonial) (Caracas: Academia Nacional de la Historia, 1989).

Nos últimos anos de vida, o antropólogo marxista dedicou-se também ao estudo biográfico dos acertos, derrotas e contradições vividos por Simón Bolívar, a quem considerava um símbolo da “identidade coletiva” venezuelana e latino-americana. Em seu primeiro trabalho sobre o tema, intitulado Bolívar: acción y utopía del hombre de las dificultades (Havana: Casa de las Américas, 1977), apresentou o militar como um ser humano lutador, imperfeito, mas sempre justo, que expressava a dialética da sociedade em que viveu.

O livro tornou-se um marco na renovação da historiografia venezuelana. De forma distinta das obras escritas até então sobre o Libertador, marcadas por uma historiografia biográfica oficial, Acosta destacou o protagonismo do povo venezuelano, atribuindo papel histórico central a todos os que participaram do Exército Libertador e lutaram contra o imperialismo: pardos, negros, indígenas, crioulos e mestiços.

Com esse trabalho, o autor tornou-se um dos mais destacados intérpretes marxistas de Bolívar e recebeu dois prêmios: o Casa de las Américas, concedido em Cuba, e o de Melhor Ensaio de História (biênio 1977-1979), da Fundación Cristóbal Mendoza, vinculada à Academia Nacional de la Historia da Venezuela. Mais tarde, foram publicadas outras três obras de Acosta sobre Bolívar: Antología de Simón Bolívar (Cidade do México: UNAM, 1981), Introducción a Bolívar (Cidade do México: Siglo Veintiuno Editores, 1983) e Dialéctica del Libertador (Caracas: Universidade Central da Venezuela, 2002) — esta última publicada postumamente.

Em 1985, publicou o artigo “La identidad no es la historia, es la conciencia de la historia” (El Nacional, Caracas, 29/11/1985), no qual sintetiza sua concepção de que a identidade não é apenas “a história de uma sociedade”, mas exige consciência crítica. Segundo o autor, a identidade é a “consciência que a sociedade e os indivíduos têm de seu vínculo com o desenvolvimento histórico, com sua atualidade” e, ainda, de “suas capacidades, possibilidades e impulso para projetar seu conhecimento, convicções e consciência histórica não só nos eventos presentes, mas também nos futuros”.

Em 2008, ano de seu centenário, uma seleção da obra fotográfica do marxista foi reunida no livro Miguel Acosta Saignes: un fotógrafo de la venezolanidad (Caracas: Fundación Centro Nacional de la Fotografía). Em 2020, Acosta foi homenageado com a coletânea de ensaios sobre sua obra intitulada Miguel Acosta Saignes: estudios críticos (Mérida: Universidade de Los Andes), organizada por Hernán Lucena Molero.

A maior parte de seus livros, artigos, entrevistas e discursos está disponível na internet em portais de universidades e revistas científicas venezuelanas e estrangeiras. Nesses espaços, encontram-se também diversos estudos sobre sua vida, pensamento e trajetória política.

Bibliografia de referência

GONZÁLEZ, Ángel. “La historiografía marxista venezolana en tres autores: Juan Bautista Fuenmayor, Carlos Irazábal y Miguel Acosta Saignes”. Tiempo y Espacio, Caracas, v. 25, n. 63, jun. 2015.

PINO, Elías. “Generación de 1928”. In: Diccionario de Historia de Venezuela. Caracas: Fundación Polar, 1997. Disponível em: https://bibliofep.fundacionempresaspolar.org/

MOLERO, Hernán (org.). Miguel Acosta Saignes: estudios críticos. Mérida: Universidad de Los Andes, Centro de Estudios de África y Ásia, 2020.

MOLINA, Magdi; RIVERO, Yanixa. “El concepto de nación en el pensamiento de Miguel Acosta Saignes”. Provincia, Mérida, n. 23, jan.-jun. 2010.

ROJAS, Reinaldo. “Miguel Acosta Saignes y la antropología americana”. Antropología Americana, Cidade do México, v. 3, n. 6, 2018.

SANOJA, Mario. “Cien años del nacimiento de Miguel Acosta Saignes” [discurso de homenagem]. Academia Nacional de la Historia, Cidade do México, 2008. Disponível em: https://biblat.unam.mx

VARGAS, Iraida. “El pensamiento político de Miguel Acosta Saignes, un revolucionario nuestro americano”. Revista Venezolana de Economía y Ciencias Sociales, Caracas, v. 16, n. 1, jan.-abr. 2010.

Notas editoriais

Com colaboração e edição de texto de Yuri Martins-Fontes e Paulo Alves Junior, e ilustração de Felipe Santos Deveza, este artigo foi originalmente publicado no portal do Núcleo Práxis-USP, como um dos verbetes do Dicionário marxismo na América. Permite-se sua reprodução, sem fins comerciais, desde que citada a fonte e que seu conteúdo não seja alterado. Sugestões são bem-vindas: editoria@nucleopraxisusp.org.

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