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Chile | Governo, memória e luta Mapuche

O governo do Chile, juntamente com México e Brasil, oficializou no dia 2 de fevereiro a candidatura da ex-presidenta Michelle Bachelet à Secretaria-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), cuja eleição deverá ocorrer em 2026.

“Tenho a honra e o orgulho, neste Palácio de La Moneda, de anunciar às cidadãs e aos cidadãos de nossa pátria e do mundo que hoje oficializaremos, na cidade de Nova York, a candidatura da ex-presidenta Michelle Bachelet Jeria à Secretaria-Geral das Nações Unidas”, informou o presidente Gabriel Boric, acompanhado pelos embaixadores do Brasil, Paulo Pacheco, e do México, Laura Moreno.

“Nesta nomeação, como podem ver, não estamos sozinhos. A candidatura da ex-presidenta Michelle Bachelet será apresentada conjuntamente com os países irmãos Brasil e México, os mais populosos da América Latina”, destacou.

“Agradeço o apoio, a convicção e a coragem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenta Claudia Sheinbaum, com quem estive conversando ao longo destes meses sobre o respaldo que hoje oferecem à nossa querida Michelle Bachelet”.

“Nossas nações, por meio deste ato, manifestam sua vontade comum de contribuir para a governança global e para o fortalecimento do multilateralismo, e esta candidatura expressa, ao mesmo tempo, uma esperança compartilhada de que a América Latina e o Caribe façam ouvir sua voz na construção de soluções coletivas para os enormes desafios de nosso tempo”, acrescentou.

“Como presidente da República e chefe de Estado, expresso minha alegria e orgulho por poder apresentar esta candidatura de forma conjunta com Brasil e México”, afirmou.

Bachelet, presente durante o anúncio, agradeceu o respaldo a esta candidatura de Estado e assumiu: “a enorme responsabilidade que isso representa. Também considero muito importante destacar o significado desta candidatura ser apresentada por três países, pois reflete um compromisso compartilhado e renova a esperança de que possamos trabalhar juntos por objetivos comuns”.

Acrescentou ainda: “é também um sinal da importância que a organização tem para a América Latina e para o mundo que, apesar das dificuldades marcadas por um contexto geopolítico desafiador, continuamos apostando no fortalecimento das ferramentas do multilateralismo e na modernização das Nações Unidas, reconhecendo-a como o mais importante espaço de encontro, diálogo e busca de soluções comuns no mundo”.

Bachelet governou o Chile por dois períodos (2006–2010 e 2014–2018) e ocupou o cargo de alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos entre 2018 e 2022. O mandato do atual secretário-geral, António Guterres, será concluído em 31 de dezembro.

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