Em um ato liderado pela presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e pelo secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, Caracas assinou em 2 de setembro oito acordos milionários com as empresas Chevron, ENI, Aspect, Primavera e General Electric Vernova, destinados a duplicar a extração de petróleo bruto, explorar novas jazidas e reconstruir a deteriorada rede elétrica do país.
Chris Wright afirmou que a produção venezuelana poderia aumentar em até 50% no prazo de 18 meses, por meio de um importante fluxo de capital estadunidense e internacional.

Classificou a jornada como um “dia histórico e transformador”, que responde ao mandato direto da Casa Branca para acelerar a abertura econômica, e assegurou que os “investimentos maciços” que virão contribuirão para “impulsionar a economia, reduzir a inflação e beneficiar a população”.
Por sua vez, Rodríguez agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por “todo o esforço conjunto que seu governo tem realizado para levar adiante o objetivo de alcançar acordos em que todos ganhem, de benefício mútuo”.
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Assegurou que os acordos assinados terão um impacto direto na vida das pessoas, que muito em breve verão como a economia se dinamiza em todo o território.
“O que estamos fazendo hoje é o futuro e a esperança do povo da Venezuela (…) e reivindico cada dia mais o canal e o diálogo político e diplomático com os Estados Unidos e os países do mundo”, declarou.
Entre os compromissos de maior envergadura, destaca-se a consolidação do plano de expansão da estadunidense Chevron, que assinou dois instrumentos fundamentais: um acordo integral de pagamento de bônus de acesso a reservas nas áreas delimitadas da empresa mista Petroindependencia e o reconhecimento de conformidade para a emenda dos contratos das empresas mistas Petroboscán, Petropiar e Petroindependencia aos novos termos legais e fiscais do país.
Michael Wirth, diretor executivo da Chevron, precisou que a companhia projeta desembolsar mais de 7 bilhões de dólares durante os próximos cinco anos em alianças operacionais. A meta é duplicar sua capacidade extrativa atual para elevar o bombeamento conjunto de suas operações na Venezuela para mais de 500 mil barris diários.
ENI inicia perfurações imediatamente
A gigante italiana ENI formalizou a assinatura do contrato de transição e do Contrato de Participação Produtiva para o desenvolvimento do bloco Junín 5, localizado na Faixa do Orinoco, uma das maiores reservas de petróleo pesado do planeta.
Claudio Descalzi, diretor executivo da ENI, descreveu o bloco Junín 5 como um megaprojeto com mais de 35 trilhões de pés cúbicos de recursos de gás e petróleo bruto, com reservas recuperáveis estimadas em cerca de 7 bilhões de barris. “Amanhã mesmo vamos começar a perfurar o primeiro poço”, anunciou, projetando um volume incremental de 200 mil barris diários.
Infraestrutura elétrica e novas jazidas
A General Electric Vernova celebrou duas alianças estratégicas decisivas. A primeira, com a Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA), busca dotar a indústria petrolífera de capacidade própria de geração elétrica para evitar sobrecarregar o sistema nacional. A segunda, com a Corporación Eléctrica Nacional, visa à reabilitação integral dos sistemas de geração hidrelétrica, termelétrica, transmissão e distribuição em escala nacional.

Alex Cranberg, fundador e diretor executivo da empresa estadunidense Aspect Holding, assinou um acordo com a PDVSA para realizar o estudo conjunto de viabilidade técnico-econômica e a exploração de novas áreas petrolíferas na bacia oriental da Venezuela, abrindo um novo ciclo de licenças.
Por sua vez, Manuel Ignacio Iribarren, da investidora Primavera, assinou o Contrato de Participação Produtiva no bloco Budare-Elotes, localizado entre a bacia ocidental e a Faixa do Orinoco. O projeto prevê acrescentar uma produção incremental superior a 70 mil barris diários.
As fotos virais de Maduro
Nicolás Ernesto Maduro, filho do presidente Nicolás Maduro, explicou em um vídeo as fotos publicadas no último fim de semana nas redes do mandatário sequestrado, nas quais ele aparece sorrindo.
Segundo Nicolasito, elas foram tiradas em 25 de junho, apenas 24 horas após o terremoto que devastou a região norte da Venezuela. “Ele nos conta que eram por volta das 6 da tarde quando chegou a pessoa que tira fotos, e ele estava diante da televisão, muito comovido, muito aflito”, relatou.
Disse que Maduro não queria tirar as fotos, mas depois pensou que elas poderiam servir para “enviar uma mensagem de que ele estava bem, forte e que estava resistindo”.
Detalhou que Maduro conseguiu enviar as imagens físicas em 12 de julho a alguns familiares nos Estados Unidos, que as receberam em 25 de agosto e as transmitiram digitalmente. Depois, na sexta-feira, 28 de agosto, o presidente teria ditado ao filho a mensagem com a qual este publicaria as imagens em suas redes.
