O acionar militar do Irã obriga a ensaiar uma leitura que vá além da crônica bélica imediata, para adentrar o terreno das estratégias em curso e da dialética de seu enfrentamento. Nesse sentido, diversos relatórios coincidem em que Teerã não estaria atuando sob a lógica de um golpe único, espetacular e decisivo, mas por meio de uma sequência sustentada, graduada e seletiva de lançamentos de mísseis e drones.
O objetivo não parece ser apenas infligir dano direto, mas produzir desgaste, saturar as defesas inimigas e obrigar o adversário a sustentar um enorme custo econômico e logístico, deslocando o conflito para uma temporalidade mais longa do que aquela que prefeririam Washington e Tel Aviv.
A multiplicidade de frentes, a velocidade dos acontecimentos, a opacidade informativa e a inevitável parcialidade das fontes disponíveis tornam sempre provisória qualquer interpretação. No entanto, essa incerteza não invalida a necessidade de insistir em observar que o atual “momento militar”, na análise de uma situação em pleno desenvolvimento, é, nos termos de Gramsci, “o imediatamente decisivo”.
Nessa chave, mais do que uma sucessão isolada de ataques, o que começa a se delinear é uma lógica estratégica voltada a disputar o tempo da guerra, transformando a prolongação do conflito em um fator de pressão sobre a superioridade militar do adversário.
A “garoa” de mísseis como guerra prolongada
Um relatório do Financial Times (Clover e outros, 2026, 1º de março) descreveu essa modalidade como uma “garoa” constante de ataques, diferente das rápidas e grandes quantidades de drones e mísseis disparados durante os 12 dias de junho do ano passado. O objetivo seria esgotar os interceptadores inimigos e manter pressão permanente sobre a defesa aérea israelense, a dos países do Golfo e — acrescento — sobre sua população civil.
Essa transformação tática remete, inevitavelmente, a uma questão clássica do pensamento militar do século 20: como uma força relativamente inferior em determinados planos pode converter a duração do conflito em uma vantagem estratégica. Nesse ponto aparece a pertinência de voltar a Mao Tse-Tung e, em particular, à sua conferência “Sobre a guerra prolongada”, de maio de 1938, no contexto da guerra de resistência chinesa contra o Japão.
Nesse trabalho, o líder chinês polemiza contra dois erros simétricos: a ilusão de uma vitória rápida e a resignação diante de uma derrota inevitável. Sua tese central sustenta que uma força inferior no plano material imediato pode, ao longo do tempo — por meio da capacidade de mobilização política, da dispersão operativa, da vontade de luta e do desgaste progressivo do inimigo — transformar a correlação de forças e passar da defensiva à contraofensiva.
Não se trata, evidentemente, de afirmar que o Irã esteja aplicando mecanicamente uma receita maoísta. O Estado iraniano não é uma força insurgente camponesa, nem o cenário da Ásia Ocidental é comparável ao da China dos anos 1930. Mas pode-se dizer que existe uma afinidade analítica entre a doutrina de guerra prolongada formulada por Mao e certas decisões táticas e estratégicas que hoje adota Teerã.
Essa afinidade reside em um ponto fundamental: quando o inimigo possui superioridade tecnológica, aérea e logística, a disputa decisiva deixa de ser apenas pelo espaço e passa a ser também pelo tempo. Quem conseguir impor a duração do conflito, fragmentar o front de batalha, erodir a moral inimiga e transformar o custo da ofensiva adversária em uma carga crescente começa a alterar a própria substância do enfrentamento.
A estratégia do desgaste
O primeiro ensinamento maoísta que ilumina a estratégia iraniana é que a guerra não deve ser pensada como um choque linear entre potências materiais abstratas, mas como uma contradição em movimento permanente. Mao observava que o Japão era militarmente superior à China, mas politicamente mais frágil enquanto agressor imperialista obrigado a sustentar uma guerra extensa, custosa e distante.
Do outro lado, a China era fraca em armamento e organização regular, mas forte em profundidade territorial, capacidade de mobilização e disposição para suportar um conflito prolongado. Dessa contradição surgia a possibilidade de inversão estratégica: o forte podia enfraquecer-se e o fraco podia fortalecer-se.
A esse respeito, “altos funcionários militares disseram aos legisladores, em uma sessão informativa a portas fechadas na terça-feira [3 de março], que é possível que não consigam derrubar todos os drones iranianos lançados contra instalações e ativos militares dos Estados Unidos em ataques de represália”, informou Hugo Lowell, jornalista do diário britânico The Guardian credenciado na Casa Branca. “Os funcionários, liderados pelo presidente do Estado-Maior Conjunto, o general Dan Caine, disseram que o Irã tem mobilizado milhares de drones de ataque unidirecional e que, embora o exército dos Estados Unidos tenha capacidade para derrubar a grande maioria, não pode interceptá-los todos”, acrescentou Lowell (2026, 5 de março).
Distintos analistas citados pelo Financial Times sustentam que o Irã parece estar empregando, em primeiro lugar, mísseis e drones menos sofisticados para consumir interceptadores como THAAD, Arrow e David’s Sling — sistemas extremamente caros e de reposição lenta (Clover e outros, 2026, 1º de março). Nesse sentido, o objetivo iraniano não seria apenas perfurar o escudo inimigo, mas degradá-lo gradualmente por meio da saturação operativa.
Aqui aparece um núcleo profundamente maoísta: a conversão do tempo em arma. “O tempo está do nosso lado. Quanto mais se prolongar a guerra, mais favoráveis serão as condições para nós e mais desfavoráveis para o inimigo”, afirmava Mao em suas reflexões de 1938. O objetivo, então, não é resolver a guerra em um único golpe, mas impedir que o adversário a resolva rapidamente.
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Quanto mais dura o conflito, mais se expõem as contradições do inimigo: aumentam os custos, surgem fissuras políticas internas, o abastecimento se complica, cresce a incerteza social e se debilita a moral. A força inicialmente inferior, por sua vez, ganha tempo para reorganizar seus comandos, recompõe e fortalece seus meios de combate e obriga o inimigo a lutar em condições cada vez menos favoráveis.
A expansão do conflito e a economia de forças
A segunda dimensão relevante é regional. A expansão dos ataques iranianos para Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque indica que o teatro de operações não se limita a Israel, mas envolve toda a arquitetura de segurança do Golfo Pérsico, ampliando o cenário do conflito até as fronteiras geopolíticas de toda a Ásia Ocidental. Essa expansão inclui ataques contra infraestrutura civil, portos e bases militares dos Estados Unidos na região.
A ampliação do conflito também foi impulsionada pelos EUA ao atacar e afundar uma unidade naval iraniana no oceano Índico. Em 4 de março, um submarino da marinha dos Estados Unidos torpedeou a fragata IRIS Dena, pertencente à Armada da República Islâmica do Irã, perto da cidade de Galle, na costa sul do Sri Lanka, a mais de 2.800 km do Estreito de Ormuz (Francis e Mallawarachi, 2026, 4 de março). O navio regressava de um exercício naval internacional organizado pela Índia quando foi atingido pelos torpedos, o que provocou seu afundamento e a morte de dezenas de marinheiros iranianos. Equipes de resgate recuperaram pelo menos 87 corpos e conseguiram salvar 32 sobreviventes da tripulação.
Da perspectiva iraniana, o jogo de ampliação do conflito, ainda que doloroso, pode ser interpretado como uma forma de socializar o custo da guerra e pressionar terceiros atores a intervir diplomaticamente a seu favor. Se o conflito afeta a estabilidade do Golfo e os interesses energéticos e comerciais de múltiplos países, as pressões para limitar o poderoso acionamento bélico combinado de Washington e Tel Aviv tendem, sem dúvida, a multiplicar-se. O conflito transforma-se, assim, em uma disputa integral na qual intervêm variáveis militares, econômicas, psicológicas e diplomáticas de terceiros países.
Esse mecanismo também remete a um princípio central do pensamento de Mao Tse-Tung: a ampliação do espaço político do conflito. Na guerra prolongada, o objetivo não consiste apenas em derrotar o inimigo no campo de batalha, mas em gerar condições políticas e sociais que enfraqueçam de maneira sustentada e progressiva sua posição dominante. Esse processo, concebido como uma sequência estratégica, busca primeiro erodir a superioridade inicial do adversário, depois alcançar um equilíbrio de forças e, finalmente, criar as condições para passar a uma contraofensiva estratégica.
Um elemento relevante, que reforça a validade de interpretar esta guerra a partir da matriz analítica da guerra prolongada, é a evidente administração escalonada do arsenal que parecem realizar as forças iranianas. A condução iraniana está orientando sua estratégia para uma dosificação progressiva de seus meios, o que confirma que o país persa pôde reconstruir boa parte de sua capacidade misilística após os ataques de junho de 2025 e que contaria com cerca de 2.500 mísseis balísticos (Clover e outros, 2026, 1º de março). Uma guerra prolongada exige uma rigorosa economia de forças. Não se trata de empregar todos os recursos na primeira fase do conflito, mas de administrar reservas, selecionar alvos e conservar capacidades para momentos decisivos.
Os acontecimentos militares dos últimos dias mostram alguns impactos relevantes produzidos pelo Irã, especialmente com a destruição de sistemas estratégicos de radar (Integrated Air and Missile Defense – IAMD, Terminal High Altitude Area Defense – THAAD, sistemas Patriot, entre outros) utilizados pelos Estados Unidos e por Israel para a detecção precoce de ataques aéreos. Alguns desses radares instalados no Golfo cumpriam funções-chave na arquitetura de vigilância regional e inclusive contribuíam para sistemas de alerta que alcançavam cenários muito mais amplos, inclusive no teatro ucraniano.

Sua destruição ou neutralização parcial não constitui um detalhe tático menor e implica afetar a capacidade de detecção antecipada, reduzindo, portanto, a eficácia de todo o sistema de defesa anglo-americano e israelense, o que aumenta consideravelmente a eficácia posterior dos vetores iranianos.
Segundo relatórios divulgados pela Fox News e reproduzidos por Israel Noticias (2026, 7 de março), o porta-aviões nuclear USS George H. W. Bush completou recentemente seu treinamento prévio ao desdobramento, junto com seu grupo de ataque e suas aeronaves. Caso se concretize sua partida para o Mediterrâneo oriental nos próximos dias, o navio se somará ao USS Gerald R. Ford, atualmente no mar Vermelho após cruzar o canal de Suez, e ao USS Abraham Lincoln, que opera no mar Arábico, de onde participa de ataques contra o Irã.
A presença simultânea desses três porta-aviões reflete uma significativa — e potencialmente desgastante — concentração de poder naval estadunidense na região. Ao mesmo tempo, esse movimento começa a evidenciar que várias bases terrestres estariam sendo parcialmente neutralizadas pelo poder de fogo iraniano.
Nesse contexto, o que no plano comunicacional aparece como um sinal de fortalecimento ofensivo poderia ser interpretado, na realidade, como um indício da progressiva perda de posições operacionais em terra.
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O efeito acumulativo desse tipo de fato é a criação de uma persistente equação de desgaste. Quanto mais interceptadores são utilizados, quanto mais bases precisam ser protegidas e quanto mais custosa se torna a defesa, maior é a pressão sobre o adversário para encurtar a guerra ou buscar saídas negociadas.
No plano econômico, “o transporte mundial de contêineres já foi afetado pelos combates, o que pode fazer com que muitos produtos de consumo e industriais se tornem mais caros na região do Golfo Pérsico e possivelmente além. Poucas horas após os primeiros ataques dos EUA, a Hapag-Lloyd, um dos maiores transportadores de carga do mundo, anunciou que suspendia todos os trânsitos através do Estreito de Ormuz”, indicou David J. Lynch, analista de finanças, comércio e globalização do The Washington Post (Lynch, 2026, 1º de março).
“As perspectivas de maior agitação no transporte marítimo dependem da duração dos combates. Ataques prolongados provavelmente causariam uma grande interrupção no transporte de contêineres, levando ao congestionamento nos portos de Omã, Sri Lanka, Malásia e Singapura”, detalha Lars Jensen, CEO da Vespucci Maritime, uma consultoria com sede em Copenhague, segundo acrescentou Lynch (2026, 1º de março).
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Por outro lado, o preço do petróleo registrou um forte aumento, próximo de 12%, na sexta-feira, 6 de março, marcando o maior salto diário em quase seis anos (Bloomberg, 2026, 6 de março). Esse salto foi novamente superado apenas dois dias depois, quando o preço do Brent subiu 15% e tanto o Brent quanto o WTI ultrapassaram a barreira dos US$ 100 — algo que não ocorria desde 2022 — situando-se ambos perto dos US$ 107 por barril (Bloomberg, 2026, 8 de março).
No último final da semana, soube-se que o Kuwait havia começado a reduzir a produção em alguns de seus campos petrolíferos “depois de ficar sem capacidade para armazenar o petróleo acumulado”, situação que levou o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos a aliviar determinadas sanções contra a Índia, um dos principais compradores de petróleo russo (Bloomberg, 2026, 6 de março).
Em outras palavras, a necessidade de conter a escalada do preço internacional do petróleo obrigou Washington a flexibilizar parcialmente suas próprias medidas coercitivas unilaterais “secundárias” contra a Rússia. Esse movimento poderia conceder a Moscou uma margem maior de autonomia estratégica — um derivado, provavelmente não previsto, da crise aberta pela violência dos EUA e de Israel na Ásia Ocidental — facilitando a sustentação do esforço militar russo na região do Donbass.
O preço do petróleo é uma das variáveis mais reveladoras das expectativas sobre o desenvolvimento da guerra. Nesse sentido, o comportamento do barril funciona como um indicador sensível de se os mercados acreditam que o conflito se prolongará ou se antecipam uma desescalada relativamente rápida.
Nesse quadro, o Estreito de Ormuz não é simplesmente um corredor marítimo: é, como assinalam Lina Merino e Alfio Finola, analistas do Observatorio de Energía, Ciencia e Tecnología (OECYT), uma arma estratégica nas mãos do Irã. Seu eventual bloqueio ou interrupção tem a capacidade de alterar imediatamente os mercados energéticos, deslocando o conflito do plano estritamente militar para o próprio coração da economia mundial.
Palavras finais
Todos esses elementos não conduzem necessariamente a uma análise triunfalista sobre a posição iraniana, nem permitem determinar de antemão que esta guerra se prolongará no tempo. Limitamo-nos apenas a analisar as estratégias em curso. De fato, a capacidade de Teerã para sustentar um conflito prolongado também enfrenta limites importantes, particularmente no plano de seu arsenal de mísseis e de seus sistemas de lançamento diante da superioridade aérea estadunidense, com aeronaves F-35 (ataque ao solo e defesa aérea), F-22 (superioridade aérea) e EA-18G Growler (guerra eletrônica). Cedo ou tarde, a aviação estadunidense pode conseguir degradar os sistemas de lançamento iranianos.
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No entanto, neutralizar completamente o bloqueio do Estreito de Ormuz poderia exigir operações de ocupação terrestre em setores do litoral iraniano, o que implicaria desembarques anfíbios e uma significativa concentração de tropas. Esse cenário abriria uma dinâmica extremamente perigosa e, não por acaso, o próprio trumpismo tem dado sinais de querer evitá-lo. É evidente que, além dos eventuais — e tragicamente elevados — custos humanitários para o Irã, uma guerra terrestre no país persa poderia transformar-se em um conflito de desgaste de enormes proporções.
Nesse contexto, os fins estratégicos dos EUA correriam o risco de se inverter, tornando-se o meio pelo qual Rússia e China poderiam empurrar Washington para uma situação análoga à que o Afeganistão representou para a União Soviética na década de 1980.
Nesse quadro, e em termos estratégicos, as perguntas deixam de ser apenas quem sofreu mais baixas (civis e militares) ou quem vence cada intercâmbio tático. A questão passa a ser quem pode sustentar o conflito por mais tempo — e quem se impõe na “dialética de vontades”.
A utilidade de ler a estratégia iraniana à luz das teses da guerra popular prolongada de Mao não está em forçar uma analogia completa, mas em recuperar uma intuição decisiva: quando um confronto opõe um ator com superioridade técnico-militar avassaladora a outro que não pode vencer no choque frontal, o centro de gravidade desloca-se para a duração, o desgaste e a transformação progressiva da correlação de forças.
Nesse sentido, o impacto político da guerra contra o Irã também começa a fazer-se sentir na política doméstica estadunidense. O analista Mohamad Elmasry adverte, em um artigo publicado na Al Jazeera, que o conflito poderia tornar-se uma prova decisiva para a administração trumpista às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato de 2026, nas quais serão renovados os 435 assentos da Câmara de Representantes e 35 do Senado.
Segundo Elmasry, embora parte do núcleo do movimento MAGA (Make America Great Again – Fazer a América Grande de Novo, em tradução livre) apoie os ataques contra o Irã, figuras influentes como Tucker Carlson, Marjorie Taylor Greene e Candace Owens têm denunciado a guerra, qualificando-a inclusive como “a guerra de Israel” e afirmando que ela contradiz os princípios da agenda “America First”.
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Essas tensões internas, somadas a pesquisas que mostram um apoio relativamente baixo entre os próprios eleitores republicanos à decisão de ir à guerra, poderiam enfraquecer as perspectivas eleitorais do trumpismo e colocar em questão tanto as bases políticas do segundo governo Trump quanto o histórico consenso político estadunidense de apoio a Israel (Elmasry, 2026, 4 de março).
A atual tática iraniana de combinar ataques sustentados, emprego escalonado de capacidades, ampliação regional da pressão e busca de saturação defensiva não expressa improvisação, mas uma racionalidade estratégica que dialoga tanto com as próprias contradições do inimigo quanto com as dos demais atores regionais e internacionais envolvidos no cenário da guerra.
A pergunta de fundo não é se o Irã pode igualar os EUA e Israel em poder de fogo, mas se pode arrastá-los para uma guerra cujo custo material, político, psicológico e regional acabe tornando-se incompatível com seus próprios objetivos.
Nas guerras prolongadas, o resultado não depende apenas da força inicial, mas da capacidade de transformar o tempo em um aliado estratégico. Nesse terreno, a estratégia iraniana parece orientada para impedir que a superioridade militar do adversário se traduza em uma vitória rápida, obrigadando-o, ao contrário, a enfrentar o peso crescente de uma guerra longa, incerta e cada vez mais custosa.

