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Colômbia | Governo, mobilização popular e segurança pública

A Colômbia reportou no dia 9 de fevereiro a apreensão de 1,1 tonelada de cocaína na ilha Gorgona, localizada no Pacífico colombiano, a 28 quilômetros de Guapi, no departamento do Cauca, no sudoeste do país.

A informação foi divulgada pelo presidente colombiano, Gustavo Petro, na rede social X. Segundo ele, jovens integrantes do grupo de guarda-costas, formado por marinheiros colombianos, realizaram a apreensão na madrugada de 09 de fevereiro em águas próximas à ilha Gorgona.

Horas depois, o Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou também no X que, com seu “apoio”, “as forças de segurança colombianas executaram uma operação conjunta para atacar um narcosubmarino. Foram destruídas 10 toneladas de cocaína com um valor de 441 milhões de dólares e quatro narcotraficantes foram presos. Alianças sólidas dão resultados sólidos”, acrescentando uma bandeira dos Estados Unidos e outra da Colômbia. Até o fechamento desta edição, o governo colombiano não havia confirmado nem desmentido essa publicação.

“Na estação de guarda-costas de Tumaco entregamos à Promotoria 1,1 tonelada de cocaína apreendida nesta madrugada perto de Gorgona por jovens integrantes do quartel”, afirmou o presidente Petro.

A operação foi realizada por militares colombianos e não contou com a colaboração de agências internacionais nem com cooperação de outros países. Tampouco foram reportadas detenções.

O próprio presidente Petro acompanhou a informação com uma foto na qual aparece o pessoal da guarda-costas responsável pela operação e os 1.100 quilos de cocaína apreendidos.

Como dado curioso, ele comentou que são inúmeros os submersíveis (submarinos artesanais) que os marinheiros colombianos já apreenderam. “Isso parece Pearl Harbor bombardeado pelos japoneses, ao ver as embarcações apodrecendo”, afirmou.

Ele também recordou a experiência da força pública colombiana em apreensões e destacou que seu governo é o que mais confiscou cocaína de narcotraficantes, superando 3.300 toneladas nos três anos e seis meses de sua administração.

“Na Colômbia, cada vez é mais difícil para o narcotráfico exportar cocaína, senhores presidentes do mundo, do Equador e dos Estados Unidos”, destacou Petro.

Por fim, com certa ironia, Petro enviou uma mensagem ao presidente equatoriano, Daniel Noboa, afirmando: “podemos ensinar ao mundo, e sobretudo ao Equador, como se faz. Não cobramos, e pode ser desde já — como, aliás, já vinha sendo feito.”

“Não queremos que o Estado equatoriano seja tomado pela máfia e eu, pessoalmente, que lutei com a própria vida para que o crime não tomasse o Estado colombiano, estou pronto e firme para ajudar”, enfatizou.

O governo do Equador, após criticar a Colômbia por uma suposta inação contra o narcotráfico, decidiu aumentar em 30% as tarifas sobre produtos colombianos. Em resposta, o governo de Petro adotou a mesma medida.

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