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“Vitória de Wagner Moura joga luz a obras comprometidas com a memória”, afirmam diretores de Operação Condor

Ainda segundo Cleonildo Cruz e Luiz Gonzaga Belluzzo, obras como “O Agente Secreto” carregam consigo histórias que podem inspirar gerações a confrontar o passado

A vitória de Wagner Moura joga luz a obras comprometidas com a memória e reforçam a necessidade de olhar criticamente para o passado”, afirmam Cleonildo Cruz e Luiz Gonzaga Belluzzo, diretores da série de TV Operação Condor, celebrando a conquista do ator brasileiro no Globo de Ouro deste domingo (11), em Los Angeles.

Moura foi premiado como Melhor Ator em Filme de Drama pelo seu papel em O Agente Secreto, filme que também conquistou o Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Não-Inglesa.

O triunfo do baiano — o primeiro homem brasileiro a vencer nessa categoria — soma-se ao feito de Fernanda Torres no ano passado, quando ela se tornou a primeira mulher brasileira laureada como Melhor Atriz em Drama por Ainda Estou Aqui. Juntas, as duas vitórias colocam o audiovisual nacional em destaque nas principais premiações internacionais, reforçando um momento em que histórias brasileiras ganham maior visibilidade no exterior.

O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, se passa no Brasil de 1977, durante a ditadura militar, e acompanha a jornada de um homem que tenta proteger seu filho enquanto lida com um passado marcado por violência e perseguição política — um tema que ressoa fortemente com debates atuais sobre memória histórica e identidade nacional.

A série Operação Condor, liderada por Cruz e Belluzzo, também apresenta uma proposta de reflexão sobre os regimes autoritários na América Latina. A obra vai revisitar o pacto repressivo conhecido como Operação Condor — a colaboração entre ditaduras sul-americanas que coordenou perseguições, tortura e assassinato de opositores políticos, em parceria com os EUA — e homenagear figuras da resistência como Rubens Paiva, Stuart Angel, Zuzu Angel e Paulo Freire, sublinhando a importância de resgatar vozes silenciadas e reafirmar valores democráticos.

Para os diretores, a vitória de Wagner Moura é mais do que um reconhecimento individual: trata-se de um momento que reforça o poder do cinema e da narrativa audiovisual como ferramentas de preservação da memória, verdade e justiça. “Quando a arte brasileira atinge palcos como o Globo de Ouro, carrega consigo histórias que podem inspirar gerações a confrontar o passado, além de reforçar o compromisso com a democracia”, afirmam Cruz e Belluzzo.

José Dirceu fortalece apoio a “Operação Condor” e convida para lançamento da produção no Rio

A série Operação Condor incluirá sete episódios, gravados diretamente nos países latino-americanos alvos da articulação militar. A missão do projeto é ampliar o debate sobre os efeitos duradouros das ditaduras e contribuir para que novas audiências compreendam melhor esse capítulo sombrio da história continental.

Lançamento no 35º Congresso da CNTE

Vale lembrar que, nesta semana, a série Operação Condor será apresentada no 35º Congresso Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que acontece de 15 a 18 de janeiro de 2026 em Brasília (DF). O ato marcará oficialmente o início da produção da obra.

Com a presença de mais de 2 mil educadores de todo o país — entre delegados, suplentes, observadores e convidados nacionais e internacionais — o congresso será o primeiro espaço institucional a receber oficialmente o projeto, evidenciando sua relevância pedagógica, cultural e política, além de reforçar a articulação entre educação e democracia.

Para saber tudo sobre a obra, acesse a seção especial Série Operação Condor, aqui, na Diálogos do Sul Global.

As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

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