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Venezuela | Resistência ao imperialismo

A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou no dia 23 de fevereiro um reordenamento dos vice-ministérios que compõem a chancelaria venezuelana, incluindo a nomeação de Oliver Blanco, militante da oposição, como vice-chanceler para Europa e América do Norte, o que o credencia para coordenar as relações com os Estados Unidos.

Em redes sociais, Rodríguez descreveu Oliver Blanco como um “jovem venezuelano das relações internacionais que teve militância partidária opositora e mantém um firme compromisso com o país”. Acrescentou que “a Venezuela se beneficiará de seu compromisso e profissionalismo”.

Blanco é internacionalista e é conhecido por ter militado na juventude da Ação Democrática (AD), uma das principais formações políticas do antichavismo. Em 2016, atuou como chefe de comunicações da Assembleia Nacional quando esta esteve sob o comando de Henry Ramos Allup, dirigente da AD que, ao assumir a presidência do Parlamento, prometeu retirar Nicolás Maduro do poder “em seis meses”.

Essa declaração incendiou o cenário político venezuelano da época e desencadeou uma série de acontecimentos que levaram às “guarimbas” (protestos violentos antichavistas) de 2017, que deixaram mais de 140 mortos e culminaram na criação da Assembleia Nacional Constituinte, que na prática substituiu em funções a Assembleia Nacional de maioria opositora.

Diante da surpresa gerada pela inusitada nomeação, Oliver Blanco publicou um comunicado nas redes sociais afirmando que sua designação “expressa a possibilidade de abrir espaços para distintas visões a serviço do país” e que é guiado pela “convicção de que a Venezuela pode superar a confrontação e reencontrar-se na construção de um futuro melhor”.

O jornalista Mauricio Rodríguez assumirá como vice-chanceler para a América Latina, em substituição ao já nomeado Rander Peña, que passa a ocupar o cargo de vice-ministro de Comunicação Internacional, em substituição a Camilla Fabri. Andrea Corao deixa o despacho de Europa e América do Norte para atuar agora como vice-ministra para Ásia, Oriente Médio e Oceania.

Venezuela pede na ONU libertação de Maduro

Durante o 61º Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, Suíça, o chanceler Yván Gil pediu “a libertação imediata, por parte do governo dos Estados Unidos, do presidente constitucional da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, e de sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores”.

Ele explicou que a posição da Venezuela em relação aos Estados Unidos é que, no último 3 de janeiro, a soberania do país foi gravemente violada por um ataque militar injustificado e ilegal que resultou na perda de mais de 100 vidas e no sequestro do mandatário.

“Apesar dessa agressão, o governo bolivariano decidiu abrir canais de diálogo e cooperação bilateral com o governo dos Estados Unidos, mantendo uma postura firme na defesa de sua soberania, igualdade e respeito”, afirmou, acrescentando que essa abordagem busca resolver diferenças e “prevenir futuras agressões unilaterais”.

O chanceler venezuelano também exigiu o fim de todas as medidas coercitivas unilaterais, ressaltando que “não apenas são contrárias ao direito internacional, como também têm violado direitos humanos econômicos, sociais e culturais de milhões de venezuelanos e venezuelanas”.

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