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Série “Operação Condor” abre 2026 com lançamento no Rio e apresentação à CNTE, em Brasília

Além de marcar o início oficial da produção e das filmagens, solenidades vão reforçar a relevância pedagógica, cultural e política da série “Operação Condor”

A produção da série Operação Condor, dirigida por Cleonildo Cruz e Luiz Gonzaga Belluzzo, confirma a realização de dois eventos oficiais no Brasil — no Rio de Janeiro e em Brasília. As solenidades não apenas apresentarão o projeto ao público, a entidades e a instituições parceiras, como também marcarão o início oficial da produção e das filmagens da obra. Confira:

Lançamento

O lançamento do projeto ocorrerá em 13 de janeiro de 2026, no auditório da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro (RJ). Vale lembrar que a data inicialmente escolhida foi 25 de novembro último, mas o encontro foi reagendado em razão de ajustes finais no cronograma institucional e do desejo unânime das entidades parceiras, nacionais e internacionais, de participarem presencialmente do evento.

Apresentação no 35º Congresso Nacional da CNTE

Na mesma semana, em Brasília, será a vez de apresentar a série “Operação Condor” no 35º Congresso Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que acontece de 15 a 18 de janeiro de 2026 em Brasília (DF). 

Com a presença de mais de 2 mil educadores de todo o país — entre delegados, suplentes, observadores e convidados nacionais e internacionais — o congresso será o primeiro espaço institucional a receber oficialmente o projeto, evidenciando sua relevância pedagógica, cultural e política, além de reforçar a articulação entre educação e democracia.

“Iremos apresentar o projeto aos educadores brasileiros e latino-americanos. É a primeira série televisiva latino-americana sobre a articulação repressiva das ditaduras no continente, apresentada como um ato de memória e de luta”, destaca Heleno Araújo, presidente CNTE. Ainda segundo ele, a iniciativa representa também “um marco pela memória, pela justiça e pelos direitos humanos”.

Apoio da educação brasileira e latino-americana

A série “Operação Condor” conta com explícito apoio da educação brasileira e latino-americana, e a confirmação da apresentação no evento da CNTE consolida esse respaldo regional, que acompanha o projeto desde a sua fase inicial. São entidades, sindicatos, movimentos pedagógicos e organizações internacionais do campo educacional cujo engajamento demonstra a centralidade da memória histórica e da democracia na formação das futuras gerações.

Ao denunciar a articulação militar, política e econômica que na década de 1970 iniciou a instauração de ditaduras no Cone Sul, com o amplo apoio do imperialismo dos EUA, a série “Operação Condor” inevitavelmente mostrar o relevante papel da Educação como bastião contra a repressão. Inclusive, o episódio dedicado ao Brasil homenageará o educador popular e patrono da educação brasileira Paulo Freire, por seu papel crucial na formação de consciência crítica e resistência civil em todo o continente.

Além do Brasil, as filmagens passarão por mais seis países — Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Peru —, totalizando sete episódios e fazendo de “Operação Condor” a primeira série de TV latino-americana concebida e realizada de forma plenamente integrada entre as nações diretamente afetadas pela operação repressiva.

Demais instituições que respaldam a série

Nenhum outro projeto audiovisual latino-americano recente alcançou o nível de articulação internacional e institucional que a série Operação Condor vem mobilizando. Com múltiplos lançamentos já confirmados — algo inédito no setor — a produção alimento a expectativa de milhões de pessoas em toda a América Latina antes mesmo do início das filmagens.

Entre as entidades especialmente do campo educacional que já manifestaram apoio formal, destacam-se, no plano internacional, a Internacional de la Educación para América Latina (IEAL); e, no plano nacional, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (SEPE-RJ), o Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (SINPRO-RJ), o Fórum Nacional de Educação (FNE), o Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB) e a Cátedra UNESCO/UNICAP de Direitos Humanos Dom Helder Câmara.

Somam-se a esse conjunto as demais instituições e organizações que declararam apoio ao projeto e acompanharão o processo de produção e lançamento: Comissão Provincial pela Memória (CPM), presidida por Adolfo Pérez Esquivel; Parlamento do Mercosul (Parlasul); Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA; Instituto de Políticas Públicas em Direitos Humanos do Mercosul (IPPDH); Museu de Memória e Direitos Humanos do Chile; Instituto João Goulart; Comissão de Anistia do Brasil; Grupo Prerrogativas; Clube de Engenharia do Brasil; Associação Brasileira de Imprensa (ABI); Federação Interestadual dos Engenheiros (FISENGE); Instituto Zuzu Angel; e Associação Brasileira de Economistas.

Para saber tudo sobre o projeto, confira a seção especial “Série Operação Condor”, aqui, na Diálogos do Sul Global.

* Imagens na capa
– CNTE: Reprodução/ X
– Rio de Janeiro: Agustin Diaz Gargiulo / Unsplash

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