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Na ONU, Trump diz que acabou com sete guerras em sete meses e se proclama salvador do mundo

Donald Trump voltou ao centro da cena internacional com um discurso, na 80ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) repleto de autopromoção, ataques aos adversários e exaltação de feitos que, em muitos casos, beiram a fantasia. O mandatário apresentou uma narrativa em que se coloca como salvador do mundo, ao mesmo tempo em que desferiu críticas duras contra a imigração e as políticas ambientais.

Em tom triunfalista, afirmou ter encerrado sete guerras em apenas sete meses e reivindicou para si o papel de mediador global, ignorando o multilateralismo. No plano doméstico, exaltou a suposta recuperação econômica dos EUA sob sua gestão: queda da inflação, alta nos salários e investimentos recordes.

Entre ameaças veladas e diretas, Trump celebrou a militarização das fronteiras, defendeu tarifas comerciais como arma política e prometeu esmagar cartéis de drogas, gangues e até governos que julga inimigos.

Para completar, voltou a atacar a agenda climática global, classificando-a como “a maior fraude da história”, defendendo combustíveis fósseis e zombando das energias renováveis.

No meio de sua retórica inflamável, Trump não poupou críticas ao Brasil. Atacou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem acusa de censura e perseguição política, e anunciou tarifas pesadas contra o país em nome da “defesa da soberania estadunidense”. Ainda assim, o magnata não deixou de ressaltar o encontro cordial que teve com o presidente brasileiro minutos antes do discurso, descrevendo Lula como “simpático” e insinuando que faria negócios apenas com líderes de quem gosta.

Muito obrigado, realmente agradeço. Não me importo de fazer este discurso sem teleprompter, porque o teleprompter não está funcionando. Me sinto muito feliz de estar aqui com vocês e, dessa forma, falo mais com o coração. Só posso dizer que quem está operando este teleprompter está em grande apuro.

Olá, senhora primeira-dama, muito obrigado por estar aqui. E também, senhora presidenta, senhor secretário-geral, primeira-dama dos Estados Unidos, distintos delegados, embaixadores e líderes mundiais.

Seis anos depois, um mundo em crise

Seis anos se passaram desde que estive neste grandioso salão pela última vez e me dirigi a um mundo próspero e em paz. No meu primeiro mandato, forjei a paz em dois continentes. Desde aquele dia, as armas da guerra destruíram essa paz. Uma era de calma e estabilidade deu lugar a uma das grandes crises do nosso tempo.

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Aqui, nos Estados Unidos, quatro anos de fraqueza, anarquia e radicalismo sob o último governo entregaram nossa nação a uma série de desastres. Há um ano, nosso país estava em sérios apuros. Mas hoje, apenas oito meses após o início do meu governo, somos o país mais vibrante do mundo. Não há nenhum outro sequer perto disso.

Exaltação da economia estadunidense

Os Estados Unidos têm a economia mais forte, as fronteiras mais fortes, as Forças Armadas mais fortes, as amizades mais sólidas e o espírito mais vigoroso de qualquer nação do planeta. Esta é, de fato, a era dourada da América.

Estamos revertendo rapidamente a calamidade econômica herdada do governo anterior, incluindo aumentos de preços arrasadores e uma inflação como nunca tivemos antes.

Sob minha liderança, os custos de energia caíram, os preços da gasolina caíram, os preços dos alimentos caíram, as taxas de hipoteca caíram e a inflação foi derrotada. A única coisa que subiu foi o mercado de ações, que acaba de alcançar um recorde histórico — na verdade, atingido 48 vezes em um curto período.

Investimentos recordes e cortes de impostos

O crescimento está disparando, a manufatura está em expansão e, como disse, o mercado de ações nunca esteve tão bem. Todos nesta sala se beneficiam disso, quase todos. E, de maneira importante, os salários dos trabalhadores estão aumentando no ritmo mais rápido em mais de 60 anos. É isso que realmente importa, não é?

Em quatro anos de governo Biden, houve menos de US$ 1 trilhão de novos investimentos nos Estados Unidos. Em apenas oito meses desde que assumi, já garantimos compromissos e pagamentos de US$ 17 trilhões. Pensem nisso: quatro anos, menos de US$ 1 trilhão. Oito meses, mais de US$ 17 trilhões investidos nos Estados Unidos, vindos de todas as partes do mundo.

Implementamos os maiores cortes de impostos da história estadunidense e os maiores cortes regulatórios da nossa história, transformando os Estados Unidos, mais uma vez, no melhor país do mundo para fazer negócios. Muitos nesta sala estão investindo na América e descobriram que se trata de um excelente investimento.

Fronteira sul e política de imigração

Na nossa fronteira sul repelimos com sucesso uma invasão colossal. Nos últimos quatro meses consecutivos, o número de pessoas sem documentação admitidas ou entrando nos Estados Unidos foi zero. Zero. Difícil acreditar, porque há apenas um ano eram milhões entrando, vindos de prisões, de instituições psiquiátricas, de quadrilhas de tráfico de drogas, de todas as partes do mundo.

Com a política ridícula de fronteira aberta do governo Biden, nossa mensagem é muito simples: se você entrar ilegalmente nos Estados Unidos, vai para a cadeia ou vai voltar para o lugar de onde veio — ou talvez até mais longe do que isso. Vocês sabem o que isso significa.

Quero agradecer ao país de El Salvador pelo trabalho bem-sucedido e profissional que fizeram ao receber e encarcerar tantos criminosos que entraram no nosso país. No governo anterior, o número de entradas se tornou recorde. Agora, todos estão sendo retirados. Outros países também não têm escolha, porque enfrentam a mesma situação. A imigração descontrolada está destruindo seus países e algo precisa ser feito.

Confira mais análises sobre as tarifas de Trump contra o Brasil.

Otan e parcerias estratégicas

No cenário mundial, os Estados Unidos voltaram a ser respeitados como nunca. Pensem em dois, três, quatro anos atrás. Éramos motivo de riso no mundo inteiro.

Na cúpula da Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan) em junho, praticamente todos os membros se comprometeram formalmente, a meu pedido, a aumentar os gastos com defesa de 2% para 5% do PIB, tornando nossa aliança muito mais forte e poderosa do que jamais foi.

Em maio, viajei ao Oriente Médio para visitar meus amigos e reconstruir nossas parcerias no Golfo. Os laços com a Arábia Saudita, o Catar, os Emirados Árabes Unidos e outros países estão agora mais próximos do que nunca.

Acordos comerciais e fim de guerras

Meu governo negociou um acordo comercial histórico após o outro, incluindo com o Reino Unido, a União Europeia, Japão, Coreia do Sul, Vietnã, Indonésia, Filipinas, Malásia e muitos outros.

E em apenas sete meses, encerrei sete guerras que diziam ser impossíveis de terminar. Diziam: “são guerras sem fim, você nunca vai resolver”. Algumas duraram 31 anos, uma durou 36 anos, outra 28 anos. Todas estavam em fúria, com milhares e milhares de mortos.

Isso inclui Camboja e Tailândia, Kosovo e Sérvia, Congo e Ruanda, Paquistão e Índia, Israel e Irã, Egito e Etiópia, Armênia e Azerbaijão. Nenhum presidente ou primeiro-ministro, e na verdade nenhum outro país, jamais fez algo parecido. E eu fiz em apenas sete meses. Nunca aconteceu nada assim.

É uma pena que tive que fazer isso no lugar das Nações Unidas. E, infelizmente, em todos os casos a ONU sequer tentou ajudar. Não recebi um único telefonema oferecendo apoio. A única coisa que recebi da ONU foi uma escada rolante quebrada — que parou no meio do caminho enquanto a primeira-dama estava comigo — e um teleprompter que não funcionava. Essas foram as duas coisas que a ONU me deu: uma escada ruim e um teleprompter ruim.

ONU, paz mundial e ironia com teleprompter

Encerrei sete guerras, tratei pessoalmente com os líderes de cada um desses países, e nunca recebi sequer um telefonema das Nações Unidas oferecendo ajuda para concluir os acordos. Nunca.

Tudo o que recebi da ONU foi uma escada rolante que, no meio do caminho para cima, parou de funcionar. Se a primeira-dama não estivesse em ótima forma, teria caído. Mas ela está em grande forma, assim como eu. Ficamos de pé. E depois, um teleprompter que não funcionava. Essas foram as duas coisas que a ONU me deu: uma escada ruim e um teleprompter ruim.

Naquele momento, eu estava ocupado demais salvando milhões de vidas, interrompendo essas guerras, para perceber. Só mais tarde caiu a ficha de que a ONU simplesmente não estava lá para nós. E então me pergunto: qual é o propósito das Nações Unidas?

Acordos de paz e Nobel da Paz

Depois de acabar com todas essas guerras e, anteriormente, negociar os Acordos de Abraão — algo enorme, pelo qual nosso país nunca recebeu o devido crédito — todos dizem que eu deveria ganhar o Prêmio Nobel da Paz por cada uma dessas conquistas.

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Mas, para mim, o verdadeiro prêmio serão os filhos e filhas que agora poderão crescer ao lado de suas mães e pais, porque milhões de pessoas não estão mais sendo mortas em guerras intermináveis e inglórias. Não me preocupo com prêmios, me preocupo em salvar vidas. E salvamos milhões delas.

Reforma do prédio da ONU e corrupção

Muitos anos atrás, um corretor de imóveis muito bem-sucedido em Nova York chamado Donald J. Trump fez uma proposta para reformar este complexo das Nações Unidas. Lembro-me tão bem. Disse, na época, que faria por US$ 500 milhões. Tudo ficaria lindo. Eu dizia: “Vou dar a vocês pisos de mármore. Eles querem dar terrazzo. Vou dar paredes de mogno. Eles querem dar plástico.”

Mas decidiram seguir outro caminho — muito mais caro e com um produto muito inferior. No final, gastaram entre US$ 2 bilhões e US$ 4 bilhões, talvez mais de US$ 5 bilhões. E nem sequer receberam os pisos de mármore que prometi.

Se você andar por aí, verá terrazzo. E, olhando para o prédio — e considerando a escada rolante que travou comigo e com a primeira-dama — posso dizer que ainda não terminaram o trabalho. Anos se passaram e ainda não concluíram.

O projeto foi tão corrupto que o Congresso me chamou para testemunhar sobre o enorme desperdício de dinheiro. Eles não tinham ideia do custo final. Mas sabiam que estava entre US$ 2 bilhões e US$ 4 bilhões, em vez de US$ 500 milhões garantidos. Eu disse na época: “Esperem até verem os estouros de orçamento.” E eu estava certo.

Armas nucleares, Irã e Operação Midnight Hammer

Não existe hoje perigo mais sério para o nosso planeta do que as armas mais poderosas e destrutivas já inventadas pelo homem.

Pouco depois de assumir, enviei ao chamado líder supremo do Irã uma carta com uma oferta generosa: cooperação total em troca da suspensão do programa nuclear. A resposta do regime foi continuar com ameaças constantes aos vizinhos e aos interesses dos Estados Unidos.

Muitos dos antigos comandantes militares do Irã já não estão mais entre nós — estão mortos.

Três meses atrás, na Operação Midnight Hammer, sete bombardeiros B-2 estadunidenses lançaram quatorze bombas de 30 mil libras cada sobre a principal instalação nuclear do Irã, obliterando tudo. Nenhum outro país na Terra poderia ter feito o que fizemos. Nenhum outro país tem os equipamentos que temos. Nós temos as maiores armas do planeta.

Se algum dia forem usadas, o mundo pode literalmente chegar ao fim. Não haveria Nações Unidas para discutir, não haveria nada.

Logo em seguida, intermediei o fim da guerra de 12 dias entre Israel e Irã, com ambos os lados aceitando parar de lutar.

Gaza, Hamas e reféns

Também tenho trabalhado incansavelmente para conseguir um cessar-fogo em Gaza. Precisamos resolver isso. Mas o Hamas rejeitou repetidamente propostas razoáveis de paz. Não podemos esquecer o 7 de outubro.

E agora, como se fosse incentivo para que o conflito continue, alguns membros desta assembleia querem reconhecer unilateralmente um Estado palestino. Isso seria uma recompensa a terroristas do Hamas por suas atrocidades — mesmo enquanto se recusam a libertar os reféns ou aceitar um cessar-fogo.

Nosso recado deve ser um só: libertem os reféns agora. Todos os 20, não dois ou quatro. Queremos também a devolução dos 38 corpos. Os pais vieram até mim em lágrimas, implorando por eles, querendo-os como se ainda estivessem vivos.

Guerra na Ucrânia e críticas à liderança

Também trabalho sem parar para deter a matança na Ucrânia. Achei que seria a mais fácil das guerras a resolver, por causa do meu bom relacionamento com o presidente Vladimir Putin. Mas em guerra você nunca sabe o que vai acontecer.

Todos achavam que a Rússia venceria em três dias. Não aconteceu. Em vez disso, estão lutando há três anos e meio, com 5 a 7 mil soldados mortos a cada semana, dos dois lados. Uma carnificina.

Essa guerra nunca teria começado se eu fosse presidente. Isso mostra o que uma liderança ruim pode fazer com um país.

China, Índia, Otan e tarifas

Hoje, China e Índia são os principais financiadores dessa guerra, comprando petróleo russo. E, de forma imperdoável, até países da Otan continuam comprando energia da Rússia. Descobri isso duas semanas atrás e fiquei furioso.

Pensem bem: estão financiando a guerra contra si mesmos. Quem já ouviu falar de algo assim?

Se a Rússia não estiver pronta para um acordo de paz, os Estados Unidos estão totalmente preparados para impor tarifas muito fortes, capazes de encerrar o derramamento de sangue rapidamente. Mas, para isso, os países europeus precisam se juntar a nós. Caso contrário, estamos todos desperdiçando tempo.

Enquanto reduzimos a ameaça de armas perigosas, convoco todas as nações a encerrar de uma vez o desenvolvimento de armas biológicas. A biológica é terrível, e a nuclear é ainda além disso. Experimentos irresponsáveis no exterior deram ao mundo uma pandemia devastadora, e, apesar desse desastre, muitos países continuam pesquisas extremamente arriscadas com patógenos.

Meu governo vai liderar um esforço internacional para fazer cumprir a Convenção de Armas Biológicas, inaugurando um sistema de verificação com inteligência artificial em que todos poderão confiar. Espero que a ONU desempenhe um papel construtivo — este será um dos primeiros projetos sob IA, que pode ser grandiosa, mas também perigosa.

Crítica à ONU e financiamento da migração

A ONU não está resolvendo os problemas; por vezes, cria novos. O exemplo número um é a crise migratória descontrolada, o maior tema político do nosso tempo.

Em 2024, a ONU orçou US$ 372 milhões em assistência em dinheiro para apoiar cerca de 624 mil migrantes a caminho dos Estados Unidos, além de comida, abrigo, transporte e cartões de débito para atravessar nossa fronteira sul. Milhões entraram no último governo — 25 milhões no total — e agora isso parou completamente.

Soberania, fronteiras e remoção imediata

Reafirmamos que os Estados Unidos pertencem ao povo estadunidense. Encorajo todas as nações a defender seus cidadãos, controlando suas fronteiras e limitando o número de migrantes que entram — pagos pelo povo que construiu cada país. Nações orgulhosas precisam proteger suas comunidades e impedir que suas sociedades sejam sobrecarregadas por pessoas que nunca viram antes, com costumes, religiões e tudo o mais diferentes.

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Onde houver violação de leis, alegações falsas de asilo ou pedido de refúgio por razões ilegítimas, em muitos casos as pessoas devem ser enviadas de volta imediatamente. Teremos sempre um grande coração para lugares e pessoas que sofrem, mas a solução precisa ocorrer nos países de origem, não criando novos problemas nos nossos.

Situação na Europa e estatísticas de prisões

A Europa está em sérios apuros, invadida por forças de pessoas sem documentação como ninguém jamais viu, e por correção política nada fazem. Londres tem um prefeito terrível, a cidade mudou completamente, e já se fala até em aplicar a sharia. Isso não pode acontecer. Tanto a imigração quanto ideias suicidas de energia levarão a Europa Ocidental ao colapso se algo não for feito agora.

Segundo o Conselho da Europa, em 2024 quase 50% dos detentos nas prisões da Alemanha eram estrangeiros ou migrantes; na Áustria, 53%; na Grécia, 54%; e na Suíça, 72%. Quando as prisões ficam cheias de supostos solicitantes de asilo que retribuem a gentileza com crime, é hora de encerrar a experiência fracassada de fronteiras abertas.

Ações nos Estados Unidos e argumento humanitário

Nos Estados Unidos, tomamos medidas ousadas para fechar rapidamente a migração descontrolada. Quando passamos a deter e deportar todos que cruzavam a fronteira e removemos pessoas sem documentação, eles simplesmente pararam de vir.

Isso foi um ato humanitário para todos os envolvidos: na jornada, morriam milhares por semana; mulheres eram estupradas como ninguém jamais viu, brutalmente; corpos ficavam pelo caminho — nas estradas, nas selvas, em áreas tão quentes que mal se podia respirar. Ao impedir que viessem, salvamos enormes números de vidas e vencemos historicamente o tráfico humano em toda a região.

Crianças traficadas e resgates

As políticas do governo anterior empoderaram quadrilhas assassinas, coiotes, traficantes de crianças e cartéis de drogas. Também perderam quase 300 mil crianças — mais de 300 mil — traficadas para os Estados Unidos, muitas estupradas, exploradas, abusadas e vendidas; outras estão desaparecidas ou mortas. Já localizamos quase 30 mil e as estamos devolvendo; batemos à porta e pais correm em lágrimas para abraçar seus filhos. Vamos encontrar muitas outras — não todas, porque mais de 300 mil estão perdidas ou mortas por causa dos animais que fizeram isso.

Cartéis, gangues transnacionais e Venezuela

Para proteger nossos cidadãos, designei vários cartéis de drogas sanguinários como organizações terroristas estrangeiras. E vocês veem isso acontecendo diante dos seus olhos. Hoje, ninguém mais quer transportar grandes cargas de drogas de barco. Não há mais embarcações cruzando o mar pela Venezuela — elas não querem arriscar, não querem viajar. Nós praticamente interrompemos o tráfico de drogas por mar. Chamamos de drogas da água. Essas drogas matam centenas de milhares de pessoas.

Também designei duas gangues transnacionais sanguinárias, provavelmente as piores do mundo: a MS-13 e o Tren de Aragua. O Tren de Aragua vem da Venezuela, aliás. Essas organizações torturam, mutilam, assassinam com impunidade. São inimigos de toda a humanidade.

Por isso, começamos a usar o poder supremo das Forças Armadas dos Estados Unidos para destruir terroristas venezuelanos e redes de tráfico comandadas por Nicolás Maduro. A cada bandido que contrabandeia drogas envenenadas para os Estados Unidos, deixo um aviso: vamos eliminar vocês da face da Terra. Não temos escolha. Não podemos permitir que aconteça. Acredito que perdemos 300 mil pessoas no ano passado por drogas — 300 mil — principalmente fentanil e outras substâncias. Cada barco que afundamos carregava drogas suficientes para matar mais de 25 mil estadunidenses. Não vamos deixar isso continuar.

Energia e fracasso das renováveis

Energia é outra área em que os Estados Unidos prosperam como nunca antes. Estamos nos livrando das chamadas energias renováveis — que são uma piada. Elas não funcionam, custam caro demais, não têm força para abastecer as plantas necessárias para tornar um país grande. Quando o vento não sopra, aquelas turbinas gigantes ficam paradas. São patéticas, caras de operar, precisam ser reconstruídas o tempo todo, enferrujam e apodrecem. É a energia mais cara já concebida, e, ao contrário do que deveria ser, faz perder dinheiro. Governos têm de subsidiar em massa.

A maioria desses equipamentos é produzida na China. Dou crédito a eles: fabricam e exportam para o mundo todo, mas mal utilizam em casa. A China usa carvão, gás e quase tudo, menos vento. Mas adora vender turbinas.

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A Europa está em crise por causa da agenda da energia verde. Dou crédito à Alemanha: estava sendo levada a um caminho doente, tanto na imigração quanto na energia, e iria à falência. A nova liderança reverteu o curso, voltou ao carvão e à energia nuclear — hoje segura e viável. Eles reabriram plantas de energia e estão bem. Foi uma decisão correta. O verde total significa falência total.

Segurança em Washington e energia no Reino Unido

Nos Estados Unidos, também combatemos o crime. Washington, capital do país, era a capital do crime. Agora, em apenas 12 dias, transformamos em uma cidade totalmente segura. As pessoas voltaram a jantar em restaurantes, a caminhar pelas ruas. Coloquei a Guarda Nacional para agir, sem correção política. Retiramos 1.700 criminosos reincidentes, deportamos muitos de volta aos países de origem, prendemos outros. Washington hoje é segura, e convido todos a virem. Podemos jantar juntos em um restaurante local, sem precisar de veículos blindados.

No Reino Unido, o governo fechou a exploração de petróleo do Mar do Norte ao tributar tão pesadamente que nenhuma empresa quer investir. Mas há petróleo imenso ainda não explorado, uma riqueza para a Escócia e para a Inglaterra. Eu disse ao primeiro-ministro que estavam sentados sobre o maior ativo. Espero que me escute, porque arruinar o interior escocês e inglês com turbinas e painéis solares gigantes — que tomam quilômetros de terras agrícolas — é um erro terrível.

Críticas ao ativismo climático

Em 1982, o diretor do Programa Ambiental da ONU previu que até o ano 2000 a mudança climática causaria uma catástrofe global, irreversível como um holocausto nuclear. Em 1989, outro funcionário disse que na década seguinte países inteiros desapareceriam do mapa pelo aquecimento global. Nada disso aconteceu.

Antes era o resfriamento global, depois o aquecimento, agora chamam de mudança climática porque assim não erram: se sobe ou desce, é mudança climática. Para mim, é a maior fraude já imposta ao mundo. Essas previsões erradas custaram fortunas a países e roubaram suas chances de prosperidade.

Se não abandonarem o golpe da energia verde, seus países vão fracassar. Estou certo em minhas previsões. Durante a campanha, venderam até um boné escrito “Trump tinha razão sobre tudo”. Não digo isso para me gabar, mas porque é verdade. Se não abandonarem a farsa da energia verde e não pararem a entrada de pessoas que nada têm em comum com suas nações, vocês vão fracassar.

Sou presidente dos Estados Unidos, mas amo a Europa. Odeio vê-la devastada pela energia e pela imigração — esse monstro de duas cabeças que destrói tudo no caminho. Vocês querem ser politicamente corretos, mas estão destruindo seu patrimônio. Precisam agir com força e imediatamente contra a imigração descontrolada e a catástrofe da energia falsa antes que seja tarde.

Críticas à pegada de carbono e hipocrisia ambiental

A pegada de carbono é uma farsa criada por pessoas com más intenções. Lembro quando o ex-presidente Barack Obama falava em reduzir emissões e depois embarcava em um Boeing 747 antigo, com motores poluentes, para jogar golfe no Havaí. Esse é o golpe: discursos sobre aquecimento global enquanto despejam toneladas de poluição na atmosfera.

A Europa reduziu sua pegada de carbono em 37%, sacrificando empregos e indústrias. No entanto, esse esforço foi anulado — e mais — pelo aumento global de 54%, principalmente vindo da China e de países ao redor. A China hoje produz mais CO₂ do que todas as nações desenvolvidas juntas.

Nos Estados Unidos, radicais ambientais querem acabar com vacas, fechar fábricas e proibir tudo. Só que o ar não respeita fronteiras: podemos ter o ar mais limpo, mas a poluição vem da China e de outros lugares. O mesmo ocorre com o lixo: despejam toneladas nos oceanos, e em poucas semanas esse lixo passa por Los Angeles e San Francisco. Enquanto isso, aqui se pune alguém por jogar uma bituca na praia.

Custo da energia e mortes por calor

As políticas verdes transferiram fábricas para países que quebram regras e enriquecem, enquanto a Europa paga o preço. Contas de energia na Europa custam quatro a cinco vezes mais do que na China e duas a três vezes mais do que nos Estados Unidos.

Como resultado, ar-condicionado se tornou luxo. Os Estados Unidos têm cerca de 1.300 mortes por calor por ano; a Europa perde mais de 175 mil vidas anualmente, porque ligar um aparelho é caro demais. Tudo isso em nome de um “aquecimento global” que é, na verdade, um golpe.

Saída do Acordo de Paris e exploração energética

Por isso, retirei os Estados Unidos do falso Acordo Climático de Paris, que exigia que pagássemos trilhões enquanto China e Rússia ficavam livres de compromissos sérios até 2030. Era outro golpe contra o nosso país.

Liberamos uma produção energética massiva e assinamos ordens executivas históricas para explorar petróleo, gás e carvão. Temos as maiores reservas do mundo, inclusive de carvão limpo, lindo e moderno. Chamei no governo: nunca usem apenas “carvão”, digam sempre “carvão limpo e lindo”.

Os Estados Unidos agora exportam energia em volume recorde. Fornecemos energia abundante e acessível a quem precisa, e queremos comércio justo com todas as nações.

Tarifas como defesa da soberania

Durante décadas, países exploraram os Estados Unidos com tarifas injustas. Sob meu governo, usamos tarifas como mecanismo de defesa. Centenas de bilhões de dólares entraram, enquanto tivemos a menor inflação. Agora, novamente, temos inflação baixa — com a diferença de que o dinheiro está fluindo para nós, não para eles.

Estamos aplicando tarifas também contra países que violam nossa soberania e segurança.

Brasil, censura e encontro com Lula

O Brasil agora enfrenta grandes tarifas por seus esforços sem precedentes de interferir nos direitos e liberdades de nossos cidadãos, com censura, repressão, judicialização e perseguição a críticos políticos.

Tive até dificuldade em dizer isso, porque, ao entrar aqui, cruzei com Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente do Brasil (2003-2011). Nos vimos, nos abraçamos. Pensei: “Em dois minutos vou subir ao púlpito e falar isso.” Mas conversamos rapidamente, uns 20 segundos, e combinamos de nos reunir na próxima semana.

Ele me pareceu um homem muito simpático. Ele gostou de mim, eu gostei dele. E só faço negócios com pessoas de quem gosto. Pelo menos por uns 39 segundos, tivemos uma excelente química. Foi um bom sinal.

No passado, o Brasil aplicou tarifas injustas contra nós. Agora, estamos revidando com tarifas pesadas. Como presidente, defenderei sempre a soberania nacional e os direitos dos cidadãos estadunidenses.

Sinto dizer: o Brasil vai mal e continuará mal. Só terá sucesso trabalhando conosco. Sem nós, fracassará, como outros já fracassaram.

Independência, Copa e Olimpíadas

No próximo ano, os Estados Unidos celebrarão os 250 anos da independência — um marco do espírito de liberdade. Também sediaremos a Copa do Mundo de 2026 e as Olimpíadas de 2028. Espero que o mundo inteiro participe dessas celebrações da conquista humana.

Tudo começou em 4 de julho de 1776, quando fundamos a luz para todas as nações. Daquele dia nasceu algo extraordinário: os Estados Unidos da América.

Encerramento: imigração, energia e herança histórica

A imigração descontrolada e o alto custo das chamadas energias renováveis estão destruindo grande parte do mundo livre e do nosso planeta. Se quisermos ser grandes novamente, precisamos de fronteiras fortes e de fontes de energia tradicionais.

Cada líder presente neste salão representa uma cultura rica, uma história nobre, uma herança orgulhosa. De Londres a Lima, de Roma a Atenas, de Paris a Seul, do Cairo a Tóquio, de Amsterdã até aqui em Nova York, todos nós estamos sobre os ombros de líderes e lendas, generais e gigantes, heróis e titãs que construíram nossas nações com coragem e espírito.

Nossos ancestrais escalaram montanhas, conquistaram oceanos, atravessaram desertos, cruzaram planícies abertas, marcharam para batalhas trovejantes, enfrentaram perigos graves. Eram soldados, fazendeiros, trabalhadores, guerreiros, exploradores, patriotas. Transformaram vilas em cidades, tribos em reinos, ideias em indústrias, pequenas ilhas em grandes impérios.

Foram campeões de seus povos, nunca desistiram, nunca se renderam. Seus valores definiram nossas identidades nacionais. Suas visões forjaram nossos destinos. Deram tudo pelos territórios que defenderam com orgulho, suor, sangue, vida e morte.

Agora, a justa tarefa de proteger as nações que eles construíram pertence a cada um de nós. Vamos proteger fronteiras, garantir a segurança, preservar culturas, tradições e lutar pelos sonhos e pelas liberdades.

E, em amizade e visão, vamos juntos construir um planeta brilhante, belo, um planeta que todos compartilhamos, um planeta de paz, mais rico, melhor e mais bonito do que nunca. Isso pode acontecer. Isso vai acontecer. Vai acontecer, e espero que comece agora mesmo, neste momento. Vamos reverter tudo. Vamos tornar nossos países melhores, mais seguros, mais bonitos. Vamos cuidar do nosso povo.

Muito obrigado. Foi uma honra. Deus abençoe as nações do mundo. Muito obrigado. Adeus.

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