Em vídeo divulgado nesta quinta-feira (13), Dirceu classifica “Operação Condor” como um “marco contra as ditaduras e um resgate da verdade, da memória e da justiça”
José Dirceu é a mais nova figura a integrar o time de apoiadores da série de TV “Operação Condor”. Em vídeo divulgado na tarde desta quinta-feira (13), o líder político classificou a obra audiovisual como um “marco na luta contra as ditaduras e um resgate da verdade, da memória e justiça”, além de convidar o público a prestigiar o evento de lançamento da produção.
Marcado para 25 de novembro, às 19h, no Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, o encontro dará início oficial à série, dirigida pelo cineasta Cleonildo Cruz e pelo economista Luiz Gonzaga Belluzzo. “Um momento muito especial… vamos prestigiar, apoiar e divulgar”, acrescentou Dirceu sobre a solenidade, na qual estará presente.
Com o começo das gravações definido, nos próximos meses Cruz e Belluzzo vão rodar sete países para captar com profundidade os detalhes da articulação militar, política e econômica que, há 50 anos, instaurou ditaduras na América do Sul.
O dia para o evento do Rio não foi escolhido por acaso, conforme lembra José Dirceu: há exatos 50 anos, em 25 de novembro de 1975, a Operação Condor entrava em ação com o apoio de Augusto Pinochet. “O início dela, no Chile, marca essa data em que lançamos esta série tão importante para a nossa luta pela soberania, pela democracia, contra o autoritarismo”, afirma.
Honra para “Operação Condor”
“Recebemos com muita honra o vídeo de apoio do ex-ministro José Dirceu, uma figura tão emblemática na defesa da soberania brasileira”, declararam Cruz e Belluzzo, diretores de “Operação Condor”.
De fato, a trajetória do advogado e também ex-deputado estadual e federal marcou de forma indelével a luta contra a ditadura militar no Brasil. Na década de 1960, Dirceu passou a integrar o Diretório Central dos Estudantes (DCE) e depois a União Estadual dos Estudantes, entidade que presidiu. Na mesma época, se filiou ao Partido Comunista Brasileiro (PCB).
Preso em 1968, foi enviado ao México em 1969, junto a mais 14 presos políticos, em troca do embaixador estadunidense Charles Burke Elbrick. Exilado, estudou em Cuba, até retornar à nação brasileira em 1975. No interior do Paraná, viveu na clandestinidade até 1979, quando, com um novo rosto, uma nova identidade e beneficiado pela Lei de Anistia, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT).
Ainda hoje, José Dirceu segue fazendo da sua voz um canal de denúncia contra o imperialismo e os mais diversos ataques contra a soberania brasileira, como o golpe contra Dilma Rousseff e a tentativa de golpe do 8 de janeiro de 2022.
Confira a seção especial “Série Operação Condor”, aqui na Diálogos do Sul Global, e saiba tudo sobre a produção.
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