Nesta segunda-feira (9), a Assembleia Democrática da Mídia, na Faixa de Gaza, publicou um comunicado denunciando o assassinato da jornalista Amal Shamali, correspondente da Rádio Qatar. Shamali foi morta neste domingo (8), após um bombardeio israelense que atingiu tendas de deslocados internos na cidade de Al-Zawayda, na região central do território palestino.
Em nota, a organização classificou o episódio como parte da escalada de violência contra civis e profissionais da imprensa em meio à guerra na região. “Este ataque brutal ocorre em um momento em que os deslocados internos vivem em condições humanitárias extremas”, afirma o comunicado, ao denunciar cercos, assassinatos, fome e “contínuas violações israelenses contra civis”.
A entidade também destacou o simbolismo da data em que ocorreu o ataque. Shamali foi morta justamente quando o mundo celebrava o Dia Internacional da Mulher. Segundo a declaração, o episódio expõe “a verdadeira face” da ocupação, que continua a atingir jornalistas que “pagaram um preço altíssimo ao cumprirem seu dever de transmitir a verdade completa ao mundo”.
Nesse sentido, a Assembleia exige responsabilização internacional pelos crimes contra a imprensa palestina e alerta que o que ocorre em Gaza constitui “uma violação flagrante das leis e convenções internacionais”.
A Assembleia Democrática da Mídia lamenta o martírio da jornalista Amal Shamali
A Assembleia Democrática da Mídia lamenta o martírio de nossa colega, a jornalista Amal Shamali, correspondente da Rádio Qatar em Gaza, vítima do bombardeio israelense que atingiu tendas de deslocados internos à meia-noite de ontem [8 de março] na cidade de Al-Zawayda, na região central da Faixa de Gaza.
Este ataque brutal ocorre em um momento em que os deslocados internos vivem em condições humanitárias extremas devido à guerra de extermínio em curso, acompanhada de cercos, assassinatos, fome e contínuas violações israelenses contra civis.
Nossa colega Shamali foi martirizada enquanto o mundo realizava as comemorações do Dia Internacional da Mulher, 8 de março, uma data para homenagear as mulheres por seus sacrifícios e resiliência. No entanto, a ocupação revelou mais uma vez sua verdadeira face, continuando seus crimes contra o povo palestino, especialmente contra jornalistas que pagaram um preço altíssimo ao cumprirem seu dever profissional e nacional de transmitir a verdade completa ao mundo.
Diante deste crime que tirou a vida da jornalista Amal Shamali, a Assembleia Democrática da Mídia afirma que chegou a hora de erguer a voz da verdade e da justiça e responsabilizar a ocupação por seus crimes contra a imprensa palestina, que tem dado um exemplo heroico e honroso, mas continua a enfrentar o silêncio internacional e o descaso diante dos apelos palestinos que exigem proteção internacional para jornalistas e o fim das violações israelenses contra eles.
A Assembleia Democrática da Mídia enfatiza que o que os jornalistas sofrem na Faixa de Gaza constitui uma violação flagrante das leis e convenções internacionais, exigindo a exposição dos crimes da ocupação, o fortalecimento do princípio da responsabilização e seu isolamento internacional, garantindo que não fique impune.
É com profunda tristeza e pesar que recebemos a notícia do martírio de nossa estimada colega, a jornalista Amal Shamali, conhecida por sua atuação sindical exemplar e por sua contribuição para a fundação da Assembleia Democrática da Mídia a serviço dos jornalistas e em defesa de seus direitos e nobres objetivos.
Que a paz esteja com a alma da mártir Amal Shamali, e nossas mais profundas condolências à sua família e entes queridos, e aos seus colegas jornalistas que compartilharam seu trabalho e luta pela Palestina.
Assembleia Democrática de Mídia
Faixa de Gaza – Palestina
9 de março de 2026

