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Epstein e a depravação sem limites das “elites”

Em 12 de janeiro de 2026, a revista Executive Intelligence Review (EIR – Análise de Inteligência Executiva, em tradução livre) patrocinou uma mesa-redonda internacional de emergência para abordar a crise estratégica global, quando o presidente Donald Trump declarou que o direito internacional ‘não é necessário’. O que veio à luz nas poucas semanas transcorridas desde essa reunião revelou um abismo ainda mais profundo diante do qual a humanidade se encontra.

Os resultados preliminares da investigação do escândalo em torno de Jeffrey Epstein já revelam uma sordidez moral que faz empalidecer Sodoma e Gomorra. O que vem à tona são os axiomas diabólicos que sustentam muitas das políticas atuais, desde Gaza até a aplicação de sanções unilaterais contra países aos quais se busca tornar a vida de suas populações tão insuportável que acabem se rebelando contra seus governos. Há anos é conhecida a existência dessas cloacas de imoralidade, mas ninguém na chamada “ordem baseada em regras” recordava qualquer norma que obrigasse as autoridades judiciais a investigar os crimes dessa sanguinária “loja de autosserviço”, onde “os inescrupulosos levam o que têm vontade”, como observou recentemente, com acerto, o presidente Frank-Walter Steinmeier, da Alemanha.

Com a expiração do tratado de armas nucleares Novo START, em 5 de fevereiro, foi enterrado o último acordo de controle de armas ainda existente. Isso deixou o mundo em uma situação militar marcada por uma perigosa falta de transparência e abriu caminho para uma nova corrida armamentista, que ameaça com a proliferação de diversas armas de destruição em massa, tanto antigas quanto novas, além de provocar uma enorme devastação da capacidade econômica física para favorecer uma gigantesca remilitarização de muitas economias do mundo. Embora os atuais arsenais nucleares já tenham o potencial de destruir toda a vida humana no planeta várias vezes, as novas dimensões da guerra — como as armas espaciais, a guerra cibernética e a aplicação da inteligência artificial na guerra — estão criando uma perspectiva distópica do futuro verdadeiramente aterradora, na qual o único resultado final parece ser o aniquilamento da humanidade.

É nesse ponto que entra em jogo a relevância do escândalo Epstein. Como se pode esperar que essas castas dominantes — que participaram ou permaneceram em silêncio e inativas diante dessas perversões diabólicas — de repente ponham fim à sede assassina do complexo militar-industrial e dos especuladores sem escrúpulos, que não hesitam em lucrar com a máquina de guerra, com a qual estão assassinando pessoas inocentes que consideram “danos colaterais insignificantes”, onde quer que ela esteja causando estragos?

Vários conflitos regionais — como a guerra na Ucrânia; a guerra contra o Irã; a crise em torno de Venezuela, Cuba, México e Colômbia; assim como as tensões no Indo-Pacífico e em algumas partes da Ásia — têm o potencial de degenerar em um conflito maior que envolva as grandes potências e até mesmo em uma guerra nuclear mundial.

Da reunião de emergência de 12 de janeiro surgiu uma declaração conjunta e o compromisso dos participantes de alcançar instituições e pessoas de tantos países quanto possível, a fim de criar uma iniciativa para restabelecer o direito internacional mediante a criação de uma nova arquitetura global de segurança e desenvolvimento, que leve em conta os interesses de todas e de cada uma das nações do mundo. Ao mesmo tempo, busca-se iniciar um movimento internacional de cidadãos do mundo comprometidos em colocar em primeiro lugar a Humanidade Una.

A absoluta depravação humana revelada pelo caso Epstein é um chamado de alerta para toda a espécie humana. Devemos mudar de rumo drasticamente e rejeitar esse comportamento bestial e todas as influências culturais que permitiram que ele se tornasse realidade nas últimas décadas. Precisamos recorrer às melhores tradições culturais de todas as nações e civilizações, às expressões mais elevadas de toda a história universal, e revivê-las em um vigoroso diálogo entre culturas. Somente assim poderemos manter uma imagem nobre do ser humano como a única espécie dotada de razão criativa.

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