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Cannabrava | A escalada tresloucada de Trump ameaça a paz global

Da venda bilionária de armas a Taiwan ao roubo do petróleo venezuelano, os Estados Unidos elevam a tensão internacional ao seu nível mais perigoso em décadas

Donald Trump deu um passo extremamente perigoso ao aprovar a venda de 11,1 bilhões de dólares em armamentos para modernizar as forças armadas de Taiwan. Para a China, que considera a ilha uma província rebelde e parte inalienável de seu território, esse gesto configura uma provocação indescritível, um desafio direto à sua soberania e um movimento que reacende, com intensidade, as brasas de um possível confronto de grandes proporções.

Ao interferir de maneira tão agressiva na questão de Taiwan, Washington aposta numa escalada que desestabiliza toda a região da Ásia-Pacífico, fragilizando canais diplomáticos já tensionados e criando condições para incidentes militares cuja evolução ninguém pode controlar. É a velha lógica imperial de fabricar inimigos para justificar sua presença armada no mundo.

Mas a ofensiva não se limita ao Pacífico. Os Estados Unidos estão também roubando petróleo venezuelano transportado por navios petroleiros — uma operação de pirataria moderna, praticada com a arrogância de quem se julga acima do direito internacional. Ao sequestrar um recurso fundamental para a economia da Venezuela, Washington tenta asfixiar o país, impor submissão pela fome energética e inviabilizar qualquer projeto de desenvolvimento autônomo. É um boicote estratégico, calculado para ferir onde dói mais.

Charge de Nando Motta ironiza o comportamento da equipe de Donald Trump, que elogia todas as decisões do republicano por mais absurdas que sejam.

Diante desse quadro, Rússia e China manifestaram solidariedade ao povo venezuelano, denunciando a escalada de hostilidades e advertindo sobre os riscos de um desequilíbrio ainda maior no sistema internacional. A combinação entre provocação militar em Taiwan e o estrangulamento energético da Venezuela coloca o mundo num estado de alerta que remete aos momentos mais críticos da Guerra Fria — com a diferença de que, agora, a interdependência global torna qualquer faísca potencialmente devastadora.

Urge, portanto, reforçar as alianças e a solidariedade entre os povos do Sul Global. Somente uma frente unida, comprometida com a cooperação e a soberania, poderá conter essa política de agressões e abrir caminho para uma nova ordem internacional baseada no respeito mútuo e na autodeterminação dos povos.

As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

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