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Venezuela: diplomatas de Rússia, Alemanha e Países Baixos convergem em posição contra EUA

Em reunião com o chanceler da Venezuela, Yván Gil, representantes internacionais afirmaram disposição em cooperar com a nação sul-americana em meio à ofensiva imperialista

Neste sábado (10), o chanceler Yván Gil comunicou uma série de encontros com representantes diplomáticos acreditados na Venezuela, reafirmando as relações do Estado bolivariano com diferentes parceiros.

Ao se reunir com o embaixador da Rússia, Sergey Mélik-Bagdasárov, Gil assegurou: “Seguimos trabalhando na agenda de cooperação entre ambos os países.”

Neste sentido, afirmou que coincidiram “na importância de defender conjuntamente o diálogo, a diplomacia e o respeito às normas internacionais e à soberania dos povos como as únicas vias para fomentar relações bilaterais e internacionais construtivas.”

Após se reunir com o embaixador da Alemanha, Volker Pellet, e com a encarregada de negócios dos Países Baixos, Carmen Gonsalves, Gil assegurou ainda que a Venezuela avança no desenvolvimento de agendas de trabalho bilaterais.

Ambos os representantes diplomáticos expressaram sua condenação ao ataque ilegal perpetrado pelos Estados Unidos contra a Venezuela e coincidiram em defini-lo como uma violação do direito internacional, da Carta das Nações Unidas e da imunidade do presidente Nicolás Maduro.

Maduro: “Estamos bem”

O deputado Nicolás Ernesto Maduro Guerra, filho do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, informou neste sábado (10) que seu pai enviou uma mensagem por meio de seus advogados afirmando que ele e sua esposa, Cilia Flores, estão bem.

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“Os advogados nos disseram que ele está forte; que disse para não ficarmos tristes, que ‘nós estamos bem, somos lutadores’”, relatou Maduro Guerra durante uma reunião com a seção de Caracas do Partido Socialista Unido da Venezuela.

Ele assegurou que seu pai é “um homem que não puderam vencer por nenhuma via e tiveram que usar uma força desproporcional, mas não o venceram; ele está forte”.

O mandatário venezuelano e sua esposa foram sequestrados em 3 de janeiro, da residência presidencial em Caracas, por meio de uma sangrenta operação militar executada pelos Estados Unidos, que deixou mais de uma centena de mortos — civis e militares —, além de um número similar de feridos.

A presidenta encarregada, Delcy Rodríguez, reiterou neste sábado (10) que sua responsabilidade é assumir o governo enquanto se conquista a liberdade do presidente Nicolás Maduro. Uma de suas primeiras ações como interina foi criar uma comissão de alto nível para realizar todas as gestões políticas e jurídicas a fim de alcançar a libertação de Maduro e Flores. Em 5 de janeiro, ambos foram apresentados a uma corte de Nova York, acusados pelo governo dos Estados Unidos de vários crimes.

“Há um ano juramos com o presidente Maduro e hoje juramos com lealdade por sua liberdade… Aqui não há dúvida, aqui manda o povo venezuelano e há um governo; eu tenho a responsabilidade de assumir enquanto logramos a liberdade do presidente Nicolás Maduro”, disse durante a supervisão do deslocamento de um operativo de atenção social em Petare, no estado de Miranda.

Mobilizações populares por oitavo dia consecutivo

Neste domingo (11), pelo oitavo dia consecutivo, foram registradas manifestações de rua em todas as capitais regionais para condenar a agressão militar estadunidense e exigir a libertação de Maduro e da primeira-dama.

A mobilização em Caracas foi encabeçada por Nahum Fernández, chefe de governo do Distrito Capital. Ele criticou que, a partir de meios de comunicação e das redes sociais, buscam “minimizar a resposta dos combatentes venezuelanos que, valentemente, enfrentaram os invasores e deram sua vida em defesa da pátria”. Fernández também assegurou que a mensagem que a Venezuela envia hoje ao mundo não é de guerra, mas de paz e diálogo.

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Da mesma forma, em todas as regiões de defesa integral, houve atividades com os membros da Milícia Nacional Bolivariana. Segundo o chefe do Comando Estratégico Operacional da Força Armada Nacional Bolivariana, general Domingo Hernández Lárez, foram realizados treinamentos com armamentos e de guerra de resistência.

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