Os Estados Unidos voltam a recorrer à intimidação e à chantagem aberta para tentar subjugar a Venezuela. Donald Trump anuncia que governará o país, ignora sua institucionalidade e se apresenta como árbitro de um processo que não lhe pertence. Não se trata de política internacional responsável, mas de bravata imperial, típica de quem confunde retórica agressiva com poder real.
A realidade desmente o discurso. A Venezuela segue sob controle de sua administração legítima, com ministérios funcionando, Estado operante e capacidade concreta de governo. Não há vazio de poder nem colapso institucional que justifique aventuras externas. O país resiste, e resiste defendendo sua soberania.
O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, discursou exigindo o retorno de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. A China, por sua vez, pediu que os Estados Unidos garantam a segurança pessoal do presidente venezuelano e de sua esposa, exigindo sua libertação imediata e o fim das tentativas de derrubar o governo da Venezuela.
Diante desse cenário, é preciso dizer com clareza: dos governos, especialmente daqueles submetidos a alianças militares, dependência econômica ou cálculo eleitoral, não se pode esperar muito. A história mostra que a contenção do imperialismo nunca veio da boa vontade das potências, mas da pressão organizada dos povos.
Por isso, a solidariedade não pode ser apenas retórica ou diplomática. Ela precisa ser ativa, concreta, popular. Cabe aos povos do Sul Global — e também às forças democráticas do Norte — pressionar, denunciar, mobilizar-se e tornar politicamente custoso cada ato de agressão imperial. O imperialismo não é apenas o inimigo da Venezuela ou de Cuba: é o inimigo número um da humanidade, porque se alimenta da guerra, da pilhagem e da negação do direito dos povos a decidir seu próprio destino.
As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

