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Cannabrava | Rebelião da oposição bolsonarista tenta paralisar o Congresso e impor anistia à força

O que está em jogo é muito mais do que uma pauta legislativa: é o futuro da democracia, e não se pode ceder à chantagem de quem faz política com base na força, na mentira e na impunidade

Os bolsonaristas seguem em rebelião contra a ordem institucional. O episódio mais recente, na terça-feira, 5 de agosto, foi a ocupação das mesas diretoras da Câmara e do Senado por deputados e senadores da oposição, num ato coordenado que paralisou os trabalhos legislativos por mais de 30 horas.

O objetivo: impor, na marra, uma anistia para os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro. Pretendem apagar os crimes cometidos contra a democracia, como se tudo não passasse de uma manifestação legítima. Mas não foi. Foi um atentado. E agora querem transformar criminosos em mártires.

A ofensiva da oposição bolsonarista escancarou, mais uma vez, a fragilidade da governabilidade. Com uma base minoritária e acuada, o governo Lula não tem força no Congresso nem para aprovar medidas básicas. A chamada “ditadura da maioria” se impõe com brutalidade: de um lado, Centrão e bolsonaristas com mais de 300 votos; do outro, uma situação que mal chega a 100. Isso torna o país ingovernável.

Houve reação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e do presidente da Câmara, Hugo Motta. Mas foi uma reação tímida, protocolar, com promessas de apuração e discursos de defesa da democracia. A verdade é que muitos dos que hoje se apresentam como defensores da ordem constitucional foram cúmplices do desmonte democrático que nos trouxe até aqui.

O que está em jogo é muito mais do que uma pauta legislativa. É o futuro da democracia. E não se pode ceder à chantagem de quem faz política com base na força, na mentira e na impunidade.

A conivência de setores do Judiciário também chama atenção. O Supremo Tribunal Federal, que teve papel decisivo ao conter o golpe em 2023, hoje se mostra passivo diante da nova ofensiva golpista disfarçada de ação parlamentar. Não há ordens de desocupação, nem denúncias formais, nem sinais de que a democracia será defendida com firmeza.

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A mídia hegemônica, por sua vez, relativiza os fatos. Fala em “protestos” ou “ações simbólicas”, como se invadir a mesa do Senado fosse expressão legítima da vida democrática. Essa normalização do absurdo é perigosa: legitima o golpismo e confunde a opinião pública.

A sociedade não pode repetir o silêncio cúmplice de outros tempos. É hora de levantar a voz e exigir responsabilidade institucional. Não se trata apenas de punir os golpistas, mas de restaurar a dignidade do Parlamento e afirmar que a democracia não se negocia.

* Texto elaborado com auxílio do ChatGPT.

As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

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