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Cannabrava | Tarifaço de Trump e prisão domiciliar de Bolsonaro: alívio e tensão no meio político e econômico

Imperialismo dos EUA e extrema-direita no Brasil corroem a soberania e a democracia brasileiras, exigindo uma resposta firme, que vá além de gestos simbólicos ou medidas paliativas

O Brasil busca negociar. Estende a mão, oferece diálogo. Mas os Estados Unidos, sob o governo de Donald Trump, não apenas rejeitam qualquer tentativa de entendimento como anunciam novas sanções. É a imposição pela força, o confronto no lugar da cooperação. Um clima de alta tensão nas relações entre o Brasil e os Estados Unidos.

O tarifaço de 50% imposto a partir deste 6 de agosto por Trump atinge diretamente o café, a carne, os sucos e a indústria de máquinas do Brasil. Não é apenas o produtor brasileiro que perde: também saem prejudicados os importadores e distribuidores estadunidenses, que verão seus custos aumentarem e suas cadeias produtivas se desorganizarem. Trata-se de mais um ato de represália contra a postura soberana do Brasil no cenário internacional, em especial sua atuação no Brics.

Trump foi além. Aplicou a chamada Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, acusando-o de violar direitos humanos ao condenar e impor restrições a Jair Bolsonaro, e também por propor regulamentar as big techs. Nos Estados Unidos isso significa decretar a morte econômica de um cidadão. A mensagem é clara: o imperialismo não se limita a tarifas; ele avança sobre a política interna de outros países para defender seus aliados e interesses.

Cannabrava | Sanções, tarifaço e ameaças: os Estados Unidos contra o povo brasileiro

Enquanto isso, no Brasil, Bolsonaro está preso em regime domiciliar, desde o dia 4 de agosto, proibido de se comunicar com o mundo exterior. A Polícia Federal apreendeu seus telefones celulares e demais dispositivos eletrônicos, cortando o principal canal de articulação política que ele ainda mantinha. É o fim, ao menos temporário, de sua presença direta nas redes sociais e de sua atuação ostensiva junto aos apoiadores. De qualquer maneira, foi um alívio, pois Bolsonaro se especializou em manter um clima de alta tensão.

Bolsonaro já deveria estar julgado e cumprindo pena, completamente afastado da vida política. Estima-se que isso só ocorrerá em setembro ou outubro. Sua prisão domiciliar é resultado de anos de complacência institucional e da lentidão da Justiça, que durante muito tempo permitiram que ele seguisse conspirando e insuflando a extrema-direita.

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De um lado, o ataque econômico e diplomático do imperialismo estadunidense; de outro, a ameaça interna de uma extrema-direita que ainda desafia as instituições. Ambos corroem a soberania e a democracia brasileiras, exigindo uma resposta firme, que vá além de gestos simbólicos ou medidas paliativas.

* Texto elaborado com auxílio do ChatGPT.

As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

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